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Crédito da imagem: © Agência Brasil/Tomaz Silva

Terceiro réu do caso Moïse Kabagambe enfrenta júri popular no Rio de Janeiro

Brendon Alexander Luz da Silva será julgado por participação no assassinato ocorrido em 2022 na Barra da Tijuca

Terceiro réu do caso Moïse Kabagambe enfrenta júri popular no Rio de Janeiro

O julgamento de Brendon é crucial para a conclusão do processo que envolve um crime brutal e com impacto social profundo. A decisão reforça a busca por justiça em casos de violência extrema e racismo no Brasil, servindo como exemplo para futuras investigações e julgamentos.

O terceiro acusado pelo assassinato do congolês Moïse Kabagambe será julgado nesta quarta-feira (15) no Rio de Janeiro. Brendon Alexander Luz da Silva, apelidado de Tota, enfrenta júri popular no I Tribunal do Júri da Capital, localizado no Centro da cidade. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2022, em um quiosque da Praia da Barra da Tijuca, que fica na zona oeste do Rio.

Brendon é o último entre os três réus que foram denunciados como executores do crime a ir a julgamento. Os outros dois acusados, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, já foram condenados em março de 2025, recebendo penas somadas que ultrapassam 44 anos de prisão em regime fechado.

O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou imagens captadas pelas câmeras de segurança do quiosque Tropicália, que mostram Brendon participando diretamente das agressões contra Moïse. Um dos momentos mais controversos das gravações revela o acusado posando para uma foto ao lado da vítima, que já estava imobilizada, amarrada e aparentemente desacordada. Durante essa cena, Brendon faz o gesto conhecido como “hang loose”, o que evidenciou a frieza dos agressores.

As imagens também registram que os três envolvidos utilizaram um taco de beisebol, além de golpes com socos, chutes e tapas, durante aproximadamente 13 minutos. Mesmo sem oferecer resistência, Moïse foi derrubado, amarrado e ficou indefeso diante dos ataques violentos.

No julgamento anterior, o Conselho de Sentença aceitou integralmente as teses do Ministério Público, reconhecendo que o crime foi motivado por razões banais, cometido com extrema crueldade e por meio de recurso que impossibilitou qualquer defesa da vítima. O caso ganhou repercussão nacional e trouxe à tona questões importantes sobre racismo e violência no Brasil.

Com o julgamento de Brendon, espera-se o desfecho do processo judicial relacionado ao assassinato de Moïse Kabagambe. A decisão do júri será fundamental para a consolidação da justiça nesse caso emblemático e poderá influenciar futuras ações contra crimes semelhantes no país.

Resumo da Notícia

Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, será levado a júri popular nesta quarta-feira (15) no Rio de Janeiro, acusado de integrar o grupo responsável pela morte do jovem congolês Moïse Kabagambe, em janeiro de 2022. O crime chocou a sociedade e teve ampla repercussão nacional. Brendon é o último dos três réus apontados como executores a ser julgado, após a condenação dos outros dois envolvidos a penas que somam 44 anos de prisão. As provas incluem imagens que mostram agressões violentas e uma atitude fria dos acusados durante o ataque, que durou cerca de 13 minutos no quiosque Tropicália, na Praia da Barra da Tijuca.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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