Economia Brasil
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Tarifaço dos EUA teve impacto limitado na economia brasileira em 2025

IBGE aponta que exportações cresceram apesar das tarifas, com diversificação de mercados

Impactos das Tarifas dos EUA

O aumento das tarifas americanas impulsionou a diversificação dos mercados para exportadores brasileiros, reduzindo a dependência dos EUA. Apesar da queda nas vendas para os Estados Unidos, a economia nacional manteve crescimento, evidenciando resiliência. A continuidade das negociações bilaterais é fundamental para garantir estabilidade comercial e proteger setores produtivos, com efeitos diretos na geração de empregos e na balança comercial do Brasil.
Caminhões circulam na área do Porto de Santos (SP) 
25/07/2018
REUTERS/Paulo Whitaker
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O tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos teve efeito pontual no desempenho da economia brasileira em 2025, que atingiu expansão de 2,3% na comparação com o ano anterior.

A avaliação é da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, durante apresentação do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

O PIB é o conjunto de bens e serviços produzidos no país e serve como indicador do comportamento da economia.

O resultado de 2025 revela que as exportações brasileiras cresceram 6,2% na comparação com o ano anterior.

“Em relação ao tarifaço, a gente realmente viu que foram coisas muito pontuais.”

“Os exportadores procuraram outros mercados. O Brasil já estava conseguindo exportar mais para outros países. Os Estados Unidos já não estão pesando tanto como destino das exportações brasileiras”, assinala.

“Provavelmente, sem o tarifário a gente teria até exportado mais. Mas a gente exportou bastante, cresceu e foi importante o crescimento do ano passado”, completa a pesquisadora.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

Entenda o tarifaço

O tarifaço do presidente americano, Donald Trump, entrou em vigor em agosto de 2025. Ao elevar taxas sobre produtos importados, o governo dos Estados Unidos afirma que pretende proteger a economia americana. 

A ideia é que, com a taxação, os americanos passassem a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior.

No caso do Brasil, que sofreu com uma das maiores taxas, de até 50%, o presidente americano chegou a alegar também que se tratava de retaliação ao tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que Trump considerava ser perseguido, antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, por tentativa de golpe de Estado.

Desde então, os governos brasileiro e estadunidense negociam formas de buscar acordos para a parceria comercial.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025.

Justiça derruba tarifaço

No último dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão de Trump de taxar compras internacionais. O presidente americano reagiu impondo tarifa de 10% a diversos países. 

De acordo com o Mdic, o novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país.

Resumo da Notícia

O aumento das tarifas imposto pelos Estados Unidos em 2025 provocou efeitos restritos na economia do Brasil, que registrou crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o IBGE, as exportações brasileiras avançaram 6,2%, demonstrando que os exportadores buscaram novos mercados além dos EUA, principal parceiro comercial atrás apenas da China. A medida tarifária, implementada para incentivar a produção local americana, resultou numa queda de 6,6% nas vendas brasileiras para o mercado americano. Contudo, decisões judiciais nos EUA reverteram parte das tarifas, beneficiando quase metade dos produtos brasileiros exportados. Negociações entre os dois países seguem em andamento para fortalecer a cooperação comercial e minimizar impactos futuros.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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