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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc

SUS inicia teste rápido para diagnóstico precoce da dengue

Novo exame no SUS permite detectar dengue logo no começo da infecção, agilizando tratamento e vigilância

Diagnóstico rápido da dengue

A introdução do teste rápido para dengue no SUS permite identificar a doença nos estágios iniciais, facilitando intervenções médicas ágeis e reduzindo riscos de complicações graves. Essa medida contribui para o controle da transmissão e melhora o monitoramento epidemiológico, beneficiando a saúde pública e a gestão dos recursos em unidades de atendimento.
Brasília (DF) 17/10/2025 Testes rápidos de hepatite B e C, HIV e Sífilis  disponiveis no Dia D nacional de multivacinação, no Riacho Fundo II, cidade satéite de Brasília.   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc

O Ministério da Saúde (MS) incorporou no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste rápido para o diagnóstico da dengue.

A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

A oferta do exame é feita de forma ampla em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde.

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.

O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).

A norma já está em vigor.

Vantagens

A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas característicos da infecção viral, como febre alta, dor no corpo e mal-estar.

O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.

Com o resultado, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.

O diagnóstico antecipado também garante maior precisão à vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.

Como funciona

O teste funciona por imunocromatografia. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos.

Para a realização do exame, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue, obtida apenas por um furo na ponta do dedo para a coleta do material.

É importante destacar que o teste de dengue não identifica os sorotipos virais da dengue e, também, não é capaz de informar se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.

Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo para fazer o exame. 

O teste será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS, mas se comprado nas farmácias privadas, custa em média R$ 40.

Principais sintomas da dengue:

  • febre alta (39° a 40°c) e de início súbito;
  • dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
  • dores musculares e/ou articulares;
  • prostração, caracterizada por cansaço extremo;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas na pele;
  • dor abdominal.

Resumo da Notícia

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar o teste rápido para identificar a dengue logo nos primeiros dias de sintomas. O exame detecta a presença da proteína NS1 do vírus no sangue, possibilitando um diagnóstico antecipado, diferente dos testes convencionais que só indicam a doença após a resposta imunológica do paciente. O procedimento é realizado com uma pequena amostra de sangue e tem resultado em poucos minutos, facilitando a atuação dos profissionais de saúde e contribuindo para o monitoramento epidemiológico. O teste está disponível gratuitamente em unidades públicas de saúde para pacientes de todas as idades, podendo ser solicitado por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos. Essa inovação permite identificar rapidamente sinais de alerta da dengue, como a queda de plaquetas, e auxilia na prevenção de complicações graves, como a dengue hemorrágica. Não é necessário preparo prévio para a realização do exame, que também não informa o sorotipo do vírus nem infecções anteriores.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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