Política Brasil
Crédito da imagem: © Antônio Cruz/ Agência Brasil

Supremo mantém prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro

Ministros do STF formam maioria para manter prisão de Vorcaro, acusado de liderar milícia particular

Impacto da Prisão Preventiva

A confirmação da prisão preventiva reforça a atuação do sistema judicial no combate a grupos organizados que ameaçam a segurança pública. Essa decisão contribui para a proteção de vítimas e a manutenção da ordem, além de evidenciar o rigor na investigação de crimes envolvendo figuras influentes no setor financeiro, o que pode gerar maior confiança da sociedade nas instituições responsáveis pela justiça e pela estabilidade econômica.
Brasília - 22.05.2023 - Foto da Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
© Antônio Cruz/ Agência Brasil

Os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques formaram maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central por falta de dinheiro em caixa para honrar seus compromissos. 

A partir das 11h desta sexta, a Segunda Turma do Supremo começou a votar se mantém a prisão de Vorcaro, em sessão virtual. Resta apenas o voto do ministro Gilmar Mendes, que têm até a próxima sexta (20) para votar. 

Preso na terceira fase da Operação Compliance Zero em 4 de março, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.  

Mendonça, atual relator do caso no Supremo, autorizou a medida após receber da Polícia Federal indícios de que Vorcaro mantinha uma estrutura particular para monitoramento e intimidação de pessoas que via como inimigas de seus interesses. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma e foi o primeiro relator do caso no Supremo, declarou-se suspeito para julgar os processos relativos ao banco, por motivo de foro íntimo. 

O movimento de Toffoli se deu em razão de polêmicas oriundas de negócios passados de uma empresa de sua família e um fundo ligado ao Master. Decisões controversas no caso também desgastaram o ministro na condução do processo. 

A PF chegou a produzir um relatório sobre os pontos de contato entre Toffoli e Vorcaro, mas o documento acabou sendo descartado pelo Supremo, que viu nele um movimento ilegal de investigação de um ministro do Supremo sem autorização judicial. 

Voto

Em seu voto, Mendonça não se ateve apenas a reproduzir a liminar em que autorizou a prisão de Vorcaro, mas também buscou rebater argumento apresentados pela defesa do banqueiro após a medida. 

O relator afastou, por exemplo, o argumento de que um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp de Vorcaro, chamado A Turma, fosse apenas um “mero grupo” do qual o banqueiro fazia parte. 

“Trata-se, sim, de organização composta por conjunto de indivíduos coordenados pelos investigados Phillipe Mourão (agora falecido) e Marilson Roseno, sob a liderança e comando inequívoco de Daniel Bueno Vorcaro, responsável por dar ordens diretas ao grupo”, escreveu o ministro. 

Mendonça destacou ainda a “natureza violenta” dos integrantes do grupo, apontando para indícios colhidos pela PF de ameaças concretas a indivíduos. 

O ministro classificou os integrantes de A Turma como “milicianos” e deu como exemplo uma ameaça de morte feita a um ex-funcionário de Vorcaro.

Na mesma decisão em que mandou prender Vorcaro, Mendonça também determinou a prisão de Phillipe Mourão, conhecido como Sicário, e Marilson Roseno, apontados como coordenadores da milícia pessoal do banqueiro. 

Mourão atentou contra a própria vida pouco após ser preso. Ele foi atendido e levado para um hospital, mas não resistiu

 

Resumo da Notícia

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal confirmou a manutenção da prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Vorcaro está detido desde março, acusado de comandar uma milícia que monitorava e ameaçava adversários. A decisão contou com votos favoráveis dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques, enquanto o voto do ministro Gilmar Mendes ainda está pendente. A prisão foi motivada por indícios apresentados pela Polícia Federal sobre a existência de um grupo coordenado pelo banqueiro, conhecido como “A Turma”, envolvido em práticas violentas. O ministro Mendonça destacou ameaças de morte feitas a um ex-funcionário e classificou os integrantes como milicianos. Paralelamente, outros dois suspeitos ligados à milícia foram presos, um dos quais não resistiu após tentar suicídio. O caso ainda gera repercussão no STF, com a suspeição do ministro Dias Toffoli devido a possíveis conflitos relacionados a negócios passados com o Banco Master.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município