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STM estabelece prazo para Bolsonaro apresentar defesa sobre perda de patente

Ex-presidente tem dez dias para responder processo que pode resultar na expulsão do Exército

Impacto na carreira militar

A decisão sobre a perda da patente de Jair Bolsonaro pode afetar diretamente seus direitos financeiros e benefícios militares, refletindo uma aplicação rigorosa da legislação para militares condenados. Essa medida reforça a responsabilização em instituições de segurança e tem implicações para dependentes, além de estabelecer precedentes para casos semelhantes no âmbito das Forças Armadas.

O ministro Carlos Vuyk de Aquino, do Superior Tribunal Militar (STM), concedeu nesta terça-feira (10) prazo de dez dias para que os advogados de Jair Bolsonaro apresentem defesa no processo que pede a expulsão do ex-presidente do Exército, em função da condenação na ação penal da trama golpista

A apresentação da defesa é o primeiro passo no andamento processual da ação na qual o Ministério Público Militar (MPM) pediu, no dia 3 de fevereiro deste ano, a perda da patente de Bolsonaro, que é capitão da reserva

Após receber a manifestação de defesa do ex-presidente, o processo voltará para o gabinete do ministro. Não há prazo para julgamento do caso.

Se a perda da patente for decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro recebe será repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão.

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O benefício é conhecido como "morte ficta" e está previsto na legislação das Forças Armadas desde 1960. 

De acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão por condenação criminal.

O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma trama para se manter no poder mesmo depois de ter sido derrotado nas eleições de 2022.

Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, como é conhecida a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Além de Bolsonaro, o MPM também pediu a perda da patente dos generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier, que também foram condenados pelo Supremo.

Resumo da Notícia

O Superior Tribunal Militar (STM) determinou um prazo de dez dias para que os advogados de Jair Bolsonaro apresentem sua defesa no processo que analisa a perda da patente de capitão da reserva do ex-presidente. A ação, movida pelo Ministério Público Militar, decorre da condenação de Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em uma trama golpista. Caso seja confirmada a perda da patente, o ex-militar terá cessado o pagamento de seu salário, que será convertido em pensão para seus dependentes. O processo ainda não tem data definida para julgamento. Além de Bolsonaro, outros militares da reserva condenados também estão sujeitos à mesma ação, conforme previsto na legislação das Forças Armadas e na Constituição.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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