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STM avalia expulsão de Bolsonaro e oficiais por condenação criminal

Ministério Público Militar solicita perda de patente após condenações no caso da trama golpista

Responsabilização Militar em Foco

A decisão sobre a expulsão de militares condenados por crimes graves reforça a aplicação da Constituição e das normas militares, impactando diretamente a carreira e os benefícios desses oficiais. Essa medida representa um avanço na transparência e na disciplina das Forças Armadas, além de sinalizar à sociedade o comprometimento das instituições com a responsabilização legal, contribuindo para a confiança pública nas instituições militares e no sistema de justiça.

O Superior Tribunal Militar (STM) recebeu nesta terça-feira (3) pedido do Ministério Público Militar (MPM) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro, três generais do Exército e um almirante da Marinha sejam expulsos das Forças Armadas em função da condenação na ação penal da trama golpista.

O MPM entrou com ações de perda do oficialato contra Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier. Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal do núcleo crucial da trama golpista.

A medida do MPM foi tomada após o Supremo declarar, no ano passado, o trânsito em julgado das condenações, ou seja, reconhecer o fim da possibilidade de recorrer e determinar a prisão do ex-presidente e dos demais condenados.

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De acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão. No caso do processo da trama golpista, as penas de Bolsonaro e dos demais acusados variam entre 19 e 27 anos de prisão.

Se a perda das patentes for decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro e os demais militares recebem será repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão. O benefício é conhecido como "morte ficta" e está previsto na legislação das Forças Armadas desde 1960. 

O tribunal militar é composto por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares, cujas cadeiras estão distribuídas entre quatro vagas destinadas ao Exército, três à Marinha e três à Aeronáutica.

Relatores

Após o MPM protocolar as ações, o tribunal definiu eletronicamente os relatores dos processos. A ação contra Bolsonaro será relatada por um ministro oriundo da Aeronáutica. O processo contra o general Braga será relatado por um ministro da cadeira do Exército.

Bolsonaro: ministro Carlos Vyuk Aquino (Aeronáutica);

Almirante Garnier: ministra Veronica Sterman (Civil);

General Paulo Sergio Nogueira: ministro Barroso Filho (Civil);

General Heleno: ministro Celso Luiz Nazareth (Marinha);

General Braga Netto: ministro Flavio Marcus Lancia (Exército).

Julgamento

Em coletiva de imprensa, a presidente do STM, ministra Maria Elisabeth Rocha, explicou que o tribunal não tem prazo legal para julgar as ações.

A presidente disse que vai pautar os processos para julgamento imediatamente após os relatores liberarem os casos para julgamento. De acordo com as regras internas do STM, a presidente só vota em caso de empate e sempre a favor do réu nas ações de perda do oficialato.

"Não pretendo procrastinar o julgamento de questões tão relevantes que são submetidas à apreciação dessa Corte", afirmou.

Matéria ampliada às 16h41

Resumo da Notícia

O Superior Tribunal Militar (STM) recebeu pedido do Ministério Público Militar para expulsar o ex-presidente Jair Bolsonaro e quatro oficiais das Forças Armadas, após suas condenações na trama golpista. Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, junto com três generais e um almirante, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a penas que variam entre 19 e 27 anos de prisão. A Constituição prevê a expulsão em casos de condenação criminal superior a dois anos. A eventual perda da patente implica na cessação do salário, que será convertido em pensão para familiares, conforme previsto na legislação militar. O STM, composto por ministros civis e militares, designou relatores para cada ação e deve pautar os julgamentos assim que os processos forem liberados. A presidente do tribunal afirmou o compromisso em não atrasar análises tão importantes, destacando que somente votará em caso de empate, sempre a favor do réu. O desfecho dessa decisão marcará um importante capítulo sobre a responsabilização de militares condenados por crimes graves no Brasil.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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