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Crédito da imagem: © Rosinei Coutinho/STF

STF rejeita prorrogação da CPMI do INSS por 8 votos a 2

Supremo encerra investigação sobre descontos irregulares e vazamento de dados sigilosos

Fim da CPMI do INSS confirmado

O encerramento da CPMI do INSS significa que as investigações sobre descontos irregulares e o envolvimento do Banco Master serão finalizadas sem prorrogação, o que pode limitar a apuração completa dos fatos. Essa decisão reforça a importância do respeito à privacidade e ao sigilo das informações durante processos investigativos, impactando a transparência e a confiança pública nas instituições responsáveis pela fiscalização previdenciária.
Brasília (DF), 26/03/2026 - Sessão plenária do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) derrubar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Com a decisão, os trabalhos da comissão deverão ser encerrados no próximo sábado (28).

A votação foi finalizada com placar de 8 votos a 2 contra a prorrogação.

Na última segunda-feira (23), Mendonça, que é relator do caso, deu prazo de 48 horas para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União - AP), fazer a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI. 

O ministro atendeu ao pedido de liminar feito pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o senador, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação. 

Em seguida, Mendonça enviou o caso para referendo do plenário da Corte. 

Mais cedo, diante da inércia de Alcolumbre, Viana cumpriu a decisão individual do ministro e prorrogou a CPMI por até 120 dias. 

Votos 

O primeiro voto do julgamento foi proferido por Mendonça. O ministro reafirmou seu entendimento favorável à prorrogação pelo prazo de 60 dias.

Mendonça citou que o requerimento de prorrogação da CPMI preencheu os requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados. Dessa forma, segundo o ministro, deve ser garantido o direito da minoria política, formada pela oposição, à prorrogação da comissão.

O voto pela prorrogação foi seguido pelo ministro Luiz Fux. 

Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram os primeiros a se manifestar contra a prorrogação e criticaram o vazamento de conversas íntimas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo da CPMI.

Mendes criticou o vazamento ao se dirigir ao senador Carlos Viana, que acompanhou o julgamento presencialmente. 

“Deplorável que quebrem sigilo e divulguem, vazem. Abominável”, afirmou.

Em seguida, Moraes disse que o vazamento das conversas é “criminoso”.

O entendimento contrário à prorrogação também foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. 

Investigação 

A CPMI iniciou os trabalhos em agosto de 2025 e passou a investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 

No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. 

Resumo da Notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por ampla maioria, encerrar os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, rejeitando a prorrogação solicitada para ampliar as investigações. A comissão, que apurava descontos indevidos em benefícios previdenciários e possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master, enfrentou críticas por vazamento de conversas pessoais do proprietário da instituição financeira. O relator do caso, ministro André Mendonça, defendeu a extensão do prazo para garantir o direito da minoria política, mas a maioria dos ministros concluiu que a comissão deve ser encerrada conforme o prazo original. A decisão destaca preocupações com a quebra de sigilo de informações sensíveis e reforça o encerramento das atividades da CPMI para o próximo sábado.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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