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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

STF permite penduricalhos que elevam salários até 70% acima do teto

Decisão autoriza benefícios adicionais a juízes e promotores, elevando remuneração máxima a R$ 78,8 mil

Impactos da decisão do STF

A definição de limites para benefícios de magistrados e membros do Ministério Público busca equilibrar a remuneração desses servidores, evitando excessos e promovendo maior transparência. Essa medida tem efeito direto no orçamento público, com economia significativa prevista, o que pode influenciar a destinação de recursos para outras áreas essenciais à população.
Brasília (DF) 11/04/2023 Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou o pagamento de penduricalhos a juízes, promotores e procuradores do Ministério Público também permitiu o pagamento de até 70% de verbas indenizatórias acima do teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto.

Apesar de limitar o pagamento dos penduricalhos a 35% do teto, valor equivalente R$ 16,2 mil, a Corte também validou o pagamento de outro benefício, a parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira, mais conhecido como auxílio por tempo de serviço (ATS), que também será limitado a 35%.

Dessa forma, juízes e membros do MP que estão em final da carreira poderão somar os dois limites de pagamento de penduricalhos e do auxílio, além do salário de R$ 46,3 mil.

Com isso, o valor máximo do salário poderá chegar a R$ 78,8 mil, valor equivalente a 70% acima do teto.

As medidas definidas pelo Supremo valerão para a folha salarial de abril.

De acordo com a Corte, a limitação deve gerar economia anual de R$ 7,3 bilhões aos cofres públicos. 

 

Resumo da Notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu limites para o pagamento de penduricalhos e benefícios a juízes, promotores e procuradores do Ministério Público, permitindo que seus vencimentos ultrapassem o teto constitucional de R$ 46,3 mil em até 70%. A Corte autorizou que parcelas indenizatórias e o auxílio por tempo de serviço sejam concedidos até 35% cada, possibilitando a soma desses valores ao salário base. Com isso, servidores no fim de carreira podem receber até R$ 78,8 mil. A decisão, que entrará em vigor na folha de abril, busca equilibrar a remuneração dos magistrados e membros do MP, ao mesmo tempo que prevê uma economia anual de R$ 7,3 bilhões para os cofres públicos.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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