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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

STF mantém prisão domiciliar negada a Bolsonaro com maioria formada

Ministros do STF votam para manter ex-presidente preso na Papudinha, rejeitando pedido da defesa

Decisão mantém ex-presidente preso

A decisão do STF de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão impacta diretamente o cumprimento da justiça em casos de crimes contra a democracia. Essa medida reforça a importância da segurança e do atendimento adequado durante o cumprimento da pena, além de sinalizar o rigor do sistema judicial brasileiro diante de atos que ameaçam a ordem constitucional e o patrimônio público.
Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar por procedimentos.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (5) por manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso na Papudinha, unidade prisional do Distrito Federal onde ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de reclusão por crimes contra a democracia. 

Com isso, formou-se maioria para negar pedido da defesa para que o ex-presidente cumpra pena em casa.

Na segunda-feira (2) o pedido já havia sido pelo ministro Alexandre de Moraes, que submeteu a decisão para referendo da Primeira Turma do STF. O colegiado é formado por quatro ministros e responsável pela condenação do ex-presidente. 

O julgamento ocorre em ambiente virtual, com voto remoto, e teve início às 8h desta quinta. Até o momento, além de Zanin, o ministro Flávio Dino também seguiu integralmente o voto de Moraes, que se ateve a reproduzir a própria decisão anterior. A ministra Cármen Lúcia tem até as 23h59 para votar. 

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Atendimento adequado

Na decisão em que negou a domiciliar, Moraes afirmou que a Papudinha oferece atendimento médico adequado ao estado de saúde de Bolsonaro.

Além disso, o ministro disse que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um óbice ao deferimento do pedido.

“As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana”, escreveu o ministro.

A cela em que Bolsonaro cumpre pena fica dentro do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, e foi originalmente projetada para abrigar policiais infratores.

As instalações foram adaptadas para receber o ex-presidente. O local é conhecido como Papudinha por ficar próximo ao Complexo Penitenciário da Papuda, principal presídio de Brasília. 

Condenação

Em 11 de setembro de 2025, por 4 votos a 1, Bolsonaro foi considerado culpado de ter liderado uma organização criminosa para dar um golpe de Estado no país.

Ele também foi responsabilizado pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, causando mais de R$ 30 milhões em danos materiais. 

 

Resumo da Notícia

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para negar o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de mais de 27 anos por crimes contra a democracia. O ministro Cristiano Zanin reforçou a decisão de manter Bolsonaro na unidade prisional conhecida como Papudinha, no Distrito Federal, após o ministro Alexandre de Moraes já ter rejeitado o pedido anteriormente. A defesa solicitava a transferência para prisão domiciliar, mas a corte entendeu que o local atual oferece atendimento médico adequado e segurança, principalmente após tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. A condenação de Bolsonaro ocorreu em setembro de 2025, por liderar uma organização criminosa e incitar ataques antidemocráticos, como a invasão aos Três Poderes em 2023, com danos superiores a R$ 30 milhões.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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