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Crédito da imagem: © Secretaria da Administração Penitenciária-SP

STF mantém prisão do banqueiro Daniel Vorcaro por unanimidade

Segunda Turma do Supremo confirma detenção de Vorcaro e aliados em decisão unânime de 4 a 0

Impactos da prisão de banqueiro

A manutenção da prisão do banqueiro e seus colaboradores reforça o combate a crimes financeiros e a proteção do sistema bancário. Essa decisão pode influenciar a confiança do mercado e a segurança jurídica, além de sinalizar rigor na investigação de irregularidades que afetam a economia e a transparência institucional.
Brasília (DF),  09/03/2026 - Fotografia do banqueiro Daniel Vorcaro.
Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP
© Secretaria da Administração Penitenciária-SP

Por 4 votos a 0, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (20) manter a prisão banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

O colegiado finalizou o julgamento virtual do caso e referendou decisão do ministro André Mendonça, que, no dia 4 deste mês, determinou a prisão do banqueiro e mais dois aliados dele. 

Também vão continuar presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, acusado de ser operador financeiro, e o escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas das investigações.

O julgamento virtual começou na sexta-feira (13), quando foi formada maioria de 3 votos a 0 pela manutenção da prisão. Além de Mendonça, votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux e Nunes Marques.

O último voto foi proferido hoje pelo ministro Gilmar Mendes, que acompanhou a maioria, mas fez diversas ressalvas no voto. 

Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não participou do julgamento.

Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

Delação 

Na semana passada, após o Supremo formar maioria de votos, Vorcaro decidiu mudar de advogado

A banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixou o processo e foi substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecidos do país.

A mudança sinalizou a intenção de Vorcaro em assinar um acordo de delação premiada. 

Ontem, o banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal.

A mudança do local de prisão foi o primeiro passo das tratativas para o fechamento da colaboração premiada com os delegados responsáveis pela investigação e a Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Resumo da Notícia

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e de dois de seus colaboradores. A prisão foi inicialmente decretada pelo ministro André Mendonça e referendada pelos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes, que, embora tenha apresentado ressalvas, acompanhou a maioria. O ex-escrivão da Polícia Federal e o cunhado de Vorcaro também permanecem detidos, acusados de envolvimento em operações ilegais e acesso a informações sigilosas. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar devido a conflito de interesses. Recentemente, Vorcaro trocou de defesa, sinalizando a intenção de colaborar por meio de delação premiada, e foi transferido para a carceragem da Polícia Federal, dando início às negociações com a Procuradoria-Geral da República e delegados responsáveis pelo caso.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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