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STF inicia comissão para analisar penduricalhos no funcionalismo público

Grupo técnico do Supremo debate regras para garantir respeito ao teto salarial dos servidores

Controle dos Penduricalhos Públicos

A avaliação dos pagamentos adicionais aos servidores públicos visa garantir que a remuneração não ultrapasse o teto constitucional, promovendo maior transparência e equilíbrio nas contas públicas. O controle dessas verbas pode reduzir gastos excessivos, impactando positivamente o orçamento governamental e assegurando justiça salarial entre os servidores, além de fortalecer a confiança da sociedade na gestão dos recursos públicos.
Fachada do Supremo Ttribunal Federal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência

A comissão técnica criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os chamados penduricalhos aos salários do funcionalismo público tem a primeira reunião marcada para a manhã desta quarta-feira (4), às 10h, quando deverá iniciar o debate sobre regras de transição que garantam o respeito ao teto constitucional para a remuneração dos servidores. 

A portaria que criou a comissão foi publicada na noite desta segunda-feira (2) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O documento detalha o cronograma dos trabalhos, com reuniões semanais até 20 de março, quando deverá ser entregue um relatório final. 

De acordo com a portaria, o grupo poderá ouvir especialistas, representantes de órgãos públicos e privados, entidades acadêmicas e membros da sociedade civil. 

A criação do grupo foi resultado de uma articulação entre as cúpulas dos Três Poderes para resolver a questão, após decisões liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderem abruptamente o pagamento de qualquer penduricalho. 

São classificados como penduricalhos todas as verbas pagas a título de indenização por diversos órgãos por fora do teto constitucional, que equivale ao salário de um ministro do Supremo, atualmente em R$ 43,6 mil.  

A tendência é que um acordo sobre o tema seja votado pelo Supremo no dia 25 de março, quando o plenário da Corte deve retomar o julgamento das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes.

Na semana passada, o julgamento do caso foi iniciado, mas os ministros decidiram adiar a votação para analisar a complexidade do tema. 

No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão deve ser aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto. O ministro Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.

Confira abaixo os integrantes da comissão técnica: 

Poder Judiciário

  • Bruno César de Oliveira Lopes
  • Clara da Mota Santos Pimenta Alves
  • Desdêmona Arruda
  • José Gomes Filho
  • Roberto Dalledone Machado Filho

Senado 

  • Ana Paula de Magalhães Albuquerque Lima
  • Danilo Augusto Barboza de Aguiar
  • Gabrielle Tatith Pereira
  • Ilana Trombka

Câmara dos Deputados

  • Guilherme Brandão
  • Jules Michelet
  • Lucas Ribeiro
  • Sabá Cordeiro

Governo Federal 

  • Dario Durigan (Secretário Executivo do Ministério da Fazenda)
  • Flávio José Roman (Advogado-Geral da União)
  • Representante da Casa Civil da Presidência da República
  • Representante do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

Instituições convidadas:

Procuradoria-Geral da República

  • Carlos Vinícius Alves Ribeiro
  • Eliane Peres Torelly de Carvalho
  • Ubiratan Cazetta

Tribunal de Contas da União

  • Alessandro Giuberti Laranja
  • Cláudia Regina Bezerra Jordão
  • Cristiano Brilhante de Souza Egbert Nascimento Buarque

Defensoria Pública da União

  • Thomas de Oliveira Gonçalves
  • Thiago Moreira Parry

Resumo da Notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início à comissão técnica que avaliará os penduricalhos pagos aos servidores públicos, com o objetivo de assegurar o cumprimento do teto constitucional de remuneração. A primeira reunião está marcada para o dia 4 de março, quando serão discutidas regras de transição para controlar esses pagamentos extras, que ultrapassam o limite equivalente ao salário de um ministro do STF, atualmente em R$ 43,6 mil. A comissão, formada por representantes dos Três Poderes e especialistas, terá encontros semanais até a entrega de um relatório final prevista para 20 de março. A iniciativa surge após decisões judiciais que suspenderam o pagamento dessas verbas, consideradas irregulares. O plenário do STF deve votar um acordo sobre o tema em 25 de março, buscando solucionar o impasse sobre os penduricalhos em diferentes esferas governamentais.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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