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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

STF decide formato das eleições para governador-tampão no Rio de Janeiro

Supremo define se escolha do novo governador interino do RJ será por voto direto ou indireto

Impacto da eleição no RJ

A decisão sobre o formato da eleição para governador do Rio de Janeiro determinará quem terá legitimidade para conduzir o estado até 2026, influenciando a estabilidade política e administrativa local. A escolha entre eleição direta ou indireta afeta a participação popular e a representatividade, além de definir a dinâmica de poder entre instituições estaduais e federais, com reflexos diretos na gestão pública e nas políticas regionais.
A Justiça é uma escultura localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no Distrito Federal
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (8) se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas. O julgamento está previsto para começar às 14h. 

A questão será decidida em uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições populares para o comando interino do estado, e não votação indireta, por meio dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Após a decisão do Supremo, as eleições para o mandato-tampão deverão ser convocadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pela Alerj. Quem for eleito para comandar o estado ficará no cargo até o fim deste ano. Em janeiro de 2027, o governador eleito em outubro assumirá o cargo normalmente pelos próximos quatro anos. 

Entenda 

No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.

Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. O ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril. 

A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada. 

O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado não tem vice-governador. 

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo. Antes da decisão, Bacellar também foi afastado da presidência da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado no caso que envolve o ex-deputado TH Joias. 

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado

Resumo da Notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta quarta-feira a forma de eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. O debate gira em torno da realização de eleições diretas, defendidas pelo PSD, ou indiretas, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A disputa acontece após a condenação do ex-governador Cláudio Castro, que renunciou ao cargo para disputar o Senado, e a ausência de vice-governador e presidente da Assembleia Legislativa do estado, ambos afastados ou cassados. A definição do STF orientará se o Tribunal Superior Eleitoral ou a Assembleia Legislativa convocará a eleição, cujo eleito governará até o fim de 2026, quando o mandato regular terá início. Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro exerce a função interinamente, diante do vácuo na linha sucessória estadual.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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