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Crédito da imagem: © Sérgio Amaral/STJ

STF abre inquérito para investigar denúncias de assédio contra ministro do STJ

Polícia Federal terá 60 dias para apurar acusações feitas por mulheres contra Marco Buzzi

STF abre inquérito para investigar denúncias de assédio contra ministro do STJ

A abertura do inquérito pelo STF marca um avanço na apuração das denúncias contra um membro do STJ, garantindo maior transparência e rigor no processo. Para o público, é fundamental acompanhar os desdobramentos que envolvem a responsabilização de autoridades no combate ao assédio.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a instauração de inquérito para investigar denúncias de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi, atualmente afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada pelo ministro Kassio Nunes Marques, que também é o relator do caso no STF.

A investigação envolverá a Polícia Federal, que terá um prazo inicial de 60 dias para conduzir as apurações. A primeira acusação partiu de uma jovem de 18 anos, que afirmou ter sido importunada sexualmente pelo magistrado durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A jovem estava hospedada na residência do ministro, onde também estavam seus pais.

Com a repercussão da denúncia, outras duas mulheres procuraram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para relatar episódios de assédio relacionados ao ambiente de trabalho sob a responsabilidade de Buzzi. Em resposta, o STJ afastou cautelarmente o ministro em fevereiro, enquanto uma sindicância interna conduzida por três ministros apura os fatos. O prazo para conclusão dos trabalhos foi prorrogado e está próximo do vencimento.

A defesa de Marco Buzzi tentou suspender a sindicância no STJ junto ao STF, mas o pedido foi negado pelo ministro Nunes Marques. No âmbito criminal, o processo segue no STF, que detém o foro privilegiado para julgar o caso. O relator analisa as denúncias e os depoimentos colhidos pela polícia e pelo CNJ.

Em nota divulgada no dia da abertura do inquérito, a defesa do ministro negou todas as acusações, classificando as denúncias como parte de uma “campanha sistemática” contra Buzzi. Os advogados ressaltaram a longa carreira do magistrado, de mais de 40 anos, sem registros de conduta imprópria, e repudiaram o que chamaram de “linchamento moral” baseado em suposições.

O caso segue em destaque no cenário jurídico nacional, com expectativa sobre os próximos passos das investigações da Polícia Federal e a conclusão da sindicância no STJ, que definirão possíveis consequências para o ministro afastado e o impacto institucional para o Judiciário.

Resumo da Notícia

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), instaurou inquérito para investigar denúncias de assédio sexual contra Marco Buzzi, ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As acusações envolvem relatos de ao menos três mulheres, incluindo uma jovem de 18 anos que denunciou importunação durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC). Enquanto a Polícia Federal conduz as investigações, o STJ mantém a sindicância interna, com o afastamento cautelar de Buzzi. A defesa nega as acusações, alegando perseguição e ressaltando a carreira ilibada do magistrado.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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