Sesau assegura segurança da vacina contra dengue e combate fake news
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande reforçou a segurança da vacina Qdenga, que está disponível para crianças e adolescentes, após a suspensão temporária do imunizante contra dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida, que gerou confusão e receio na população, foi anunciada pelo Ministério da Saúde após o registro de reações severas em alguns casos.
A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, enfatizou que a vacina Qdenga, voltada para jovens de 10 a 14 anos, continua sendo aplicada normalmente e não foi afetada pela decisão sobre o imunizante do Butantan. "É crucial que a população busque informações em fontes oficiais, pois a desinformação pode comprometer a adesão à vacinação, aumentando a suscetibilidade a doenças", alertou.
A suspensão do imunizante do Butantan foi uma medida de precaução, acordada com a Anvisa, e não interfere na imunização do público-alvo da Qdenga. A vacina do Butantan era destinada apenas a profissionais de saúde e, segundo a Sesau, as duas vacinas são distintas e têm propósitos diferentes.
Atualmente, embora a vacina Qdenga esteja disponível nas Unidades de Saúde da Família, a cobertura vacinal em Campo Grande está abaixo do ideal. Com uma meta de 90% de vacinados, apenas cerca de 40,4% das crianças e adolescentes receberam as duas doses necessárias para completar o esquema vacinal. Até o momento, foram aplicadas 43.617 primeiras doses e 24.663 segundas doses, em uma população estimada de 61 mil jovens nessa faixa etária.
O cenário epidemiológico de dengue em Campo Grande é considerado positivo, com a cidade registrando uma baixa taxa de positividade em relação às notificações da doença. Não há casos graves ou óbitos relacionados à dengue atualmente. No entanto, as autoridades de saúde continuam a monitorar a situação e realizar ações de controle do vetor Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, Zika e Chikungunya.
A Vigilância em Saúde também orienta as pessoas que receberam a vacina do Butantan e que não apresentaram sintomas a não se preocupar. Aqueles vacinados recentemente devem estar atentos a sinais como febre, vômitos persistentes ou dor abdominal e, se necessário, procurar atendimento médico. Até agora, 1.033 profissionais de saúde foram vacinados com o imunizante do Butantan, com apenas 56 notificações de reações leves.
Por fim, a Sesau reitera a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada e procura por informações em profissionais de saúde. O rigoroso acompanhamento das vacinas pelo SUS é uma garantia de segurança para a população, especialmente em tempos de desinformação sobre vacinas.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.