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Crédito da imagem: © Lula Marques/ Agência Brasil.

Senador Viana planeja votar relatório final da CPMI do INSS nesta sexta

Após decisão do STF que negou prorrogação, presidente da CPMI tenta concluir votação do relatório com 5 mil páginas

Impactos da CPMI do INSS

A conclusão da CPMI do INSS pode resultar em ações legais contra centenas de envolvidos em fraudes que afetam benefícios previdenciários. Isso reforça a importância do controle e transparência na gestão pública, com potencial para melhorar a segurança dos direitos dos aposentados e a eficiência dos serviços sociais.
Brasília- DF  – 18/-3/2026 – Presidente da CPMI do INSS senador, Carlos Viana, durante coletiva a imprensa - Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) pretende ler e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira (27).

O presidente da CPMI falou da decisão nesta quinta-feira (26) depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar a prorrogação da investigação por 8 votos a 2.

"Espero que amanhã a gente consiga ler todo o relatório e que possamos votar amanhã mesmo."

O relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), informou que o relatório tem cerca de 5 mil páginas e recomenda o indiciamento de 228 pessoas.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) disse que deve apresentar um relatório alternativo.

A posição final do STF significa um revés à pretensão do presidente da CPMI, que havia decidido prorrogar os trabalhos por até 120 dias. O ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, havia concordado com o pedido do parlamentar. 

Os votos contrários à estender os trabalhos foram dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Além de André Mendonça, o ministro Luiz Fux foi favorável ao pedido de continuidade da CPMI.

O voto favorável do relator André Mendonça teve o argumento de que foram atendidos requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados.

Em votos contrários, por exemplo, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes criticaram o vazamento de conversas íntimas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também foi alvo da CPMI.

Investigação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito começou os trabalhos em agosto de 2025 com a finalidade de investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 

A comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados. 

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça. 

*com informações da Agência Senado

Resumo da Notícia

O senador Carlos Viana anunciou a intenção de votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira, após o Supremo Tribunal Federal recusar a prorrogação dos trabalhos. O relatório, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar, reúne cerca de 5 mil páginas e indica o indiciamento de 228 pessoas por irregularidades em descontos e empréstimos consignados a aposentados. A rejeição do STF representou um revés para a comissão, que buscava estender as investigações por mais 120 dias. A CPMI, iniciada em agosto de 2025, também enfrentou controvérsias relacionadas ao vazamento de conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido nas apurações. Apesar das divergências internas, o presidente da comissão espera concluir a leitura e votação do documento ainda nesta semana.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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