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Crédito da imagem: © Lula Marques/Agência Brasil.

Senado mantém quebra de sigilo de Lulinha em CPMI do INSS

Davi Alcolumbre rejeita recurso e confirma votação que aprovou investigação contra filho de Lula

Impacto da CPMI do INSS

A continuidade da investigação sobre o INSS reflete o esforço para garantir transparência e proteção aos direitos de aposentados e pensionistas. A quebra de sigilo autorizada pode revelar práticas irregulares que comprometem recursos públicos, reforçando a importância do controle social e da responsabilidade na gestão dos benefícios previdenciários.
Brasília 03/12/2025 Senador e presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, durante discurso contra o STF.  Foto Lula Marques/Agência Brasil
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conhecido como Lulinha.

Parlamentares governistas haviam apresentado um recurso para que a votação fosse desconsiderada. No documento, 14 senadores e deputados sustentaram que a maioria da comissão teria rejeitado os requerimentos incluídos na pauta, mas que o resultado foi proclamado como aprovado pelo presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG). Conforme a votação, os favoráveis deveriam permanecer sentados, enquanto os contrários se levantariam.

A base governista afirma que Viana proclamou a aprovação no momento em que apenas sete parlamentares estavam de pé. Segundo o recurso, 14 parlamentares teriam se manifestado contra os requerimentos. 

Davi Alcolumbre solicitou parecer da Advocacia do Senado e da Secretaria-Geral da Mesa sobre a votação. De acordo com Advocacia e a Secretaria, havia 31 parlamentares com presença registrada no momento da deliberação. Desta forma, seriam necessários 16 votos contrários.

Ao rejeitar o recurso, Acolumbre afirmou que as decisões nas comissões parlamentares devem ser tomadas por maioria dos votos, com a presença da maioria absoluta dos membros. No caso da votação da CPMI do INSS, mesmo que o presidente Carlos Viana tenha cometido algum erro na contagem dos parlamentares contrários, o número apresentado pelo base governista no recurso não é suficiente para a rejeição, segundo o presidente do Senado.

 

"No caso concreto, sustenta-se que 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos submetidos à apreciação. Ainda assim, esse número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Esta presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI não se mostra evidente e inequívoca. Não se faz necessária a intervenção do presidente da Mesa do Congresso Nacional", disse Alcolumbre.

Votação

Os integrantes da CPMI do INSS aprovaram no dia 26 de fevereiro as quebras de sigilos bancários e fiscais de Fábio Luís Lula da Silva. O pedido de elaboração de relatórios de inteligência financeira e de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha foi solicitado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL)

Silva é citado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem, em 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas de todo o Brasil.

Mensagens que a PF extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha.

Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que o cliente não tem nenhuma relação com as fraudes contra os beneficiários do INSS, não tendo participado de desvios nem recebido quaisquer valores de fontes criminosas.

* Com informações da Agência Senado

Resumo da Notícia

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu manter a votação da CPMI do INSS que autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão ocorre após um recurso da base governista alegar irregularidades na contagem dos votos, apontando que a maioria da comissão teria rejeitado os requerimentos. No entanto, a Advocacia do Senado e a Secretaria-Geral da Mesa confirmaram a validade do processo, destacando que a maioria dos parlamentares presentes aprovou a medida. A investigação se relaciona a um esquema de descontos irregulares que prejudicou aposentados e pensionistas, com suspeitas de repasses indevidos envolvendo Lulinha, negados pela defesa. A CPMI segue apurando os fatos para elucidar possíveis responsabilidades no caso.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.