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Crédito da imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Senado aprova regras para agências de turismo receptivo no Brasil

Projeto reconhece agências locais e assegura benefícios econômicos ao turismo regional no país

Regulamentação do Turismo Receptivo

A nova legislação traz segurança jurídica para as agências de turismo receptivo, fortalecendo o setor e incentivando a geração de empregos locais. Isso pode melhorar a experiência dos visitantes e impulsionar a economia regional, beneficiando pequenos empreendedores e aumentando a competitividade do Brasil no mercado turístico.
Ipojuca (PE), 26/10/2023 - O jangadeiro Armando Júnior leva turistas para visitar recifes de corais na praia de Porto de Galinhas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei (PL) 4.099/2023 que classifica empresas que fazem recepção, transporte e passeios no local de destino dos turistas como agências de turismo. O texto ainda será analisado pela Câmara dos Deputados

O projeto altera a expressão usada para nomear essas empresas de "empresas de turismo receptivo" para "agências de turismo receptivo". Essas empresas atuam exclusivamente ou prioritariamente na prestação de serviços turísticos no destino visitado.

Entre as atividades desempenhadas estão a recepção e acolhimento de turistas; serviços de traslado e transporte local; elaboração, comercialização e execução de roteiros e passeios turísticos; e assistência, orientação e acompanhamento ao turista durante sua permanência.

Segundo a relatora da proposta, a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) a alteração para o termo "empresa" reflete com maior precisão a diversidade e a complexidade das operações desempenhadas em regiões com vocação natural para o turismo, “que vão muito além da simples agência”, mas que ainda carecem de estrutura empresarial consolidada.

A senadora destacou ainda que o projeto dá segurança jurídica a essas agências, fortalece o tecido econômico local, garantindo que a renda gerada pelo turismo permaneça e circule na própria comunidade, incentivando o empreendedorismo regional.

“[O projeto se justifica] pelo fortalecimento das agências de turismo receptivo que, por sua própria natureza, são empresas de base local, gerando empregos diretos e indiretos na ponta, contratando guias locais, motoristas, e firmando parcerias com hotéis, restaurantes e artesãos da região”, afirmou.

Para Ana Paula Lobato,  medida é simples mas tem efeitos positivos profundos, que beneficiam "desde o pequeno empreendedor local até a imagem do Brasil como um destino turístico organizado e competitivo”, concluiu.

Alíquotas

O Senado também aprovou, nesta quarta-feira, a redução das alíquotas do PIS/PASEP e Cofins para indústrias químicas e petroquímicas participantes de regime fiscal especial até a migração para um novo regime com vigência em 2027.

Os senadores aprovaram por 59 votos a favor e apenas 3 contrários e uma abstenção, o projeto de lei complementar (PLP) 14/2026, que determina a aplicação de alíquotas de 1,52% para o PIS/Pasep e de 7% para a Cofins, para fatos geradores ocorridos entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, e em 0,62% e 2,83% para fatos geradores ocorridos de março a dezembro de 2026. 

Isso valerá para indústrias participantes do regime Especial da Indústria Química (Reiq), que será extinto no final do ano. Essas alíquotas se aplicam também à importação com incidência de PIS-Importação e Cofins-Importação. A renúncia abrange a compra de nafta petroquímica, parafina e vários outros produtos químicos utilizados como insumo pela indústria. O texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Resumo da Notícia

O Senado aprovou uma nova legislação que redefine e regulamenta as empresas que prestam serviços turísticos no destino visitado, classificando-as oficialmente como agências de turismo receptivo. Essas agências são responsáveis por recepcionar turistas, oferecer transporte local, organizar passeios e fornecer suporte durante a estadia, fortalecendo a economia local por meio da geração de empregos e parcerias com negócios da região. A proposta visa trazer segurança jurídica e valorizar os pequenos empreendedores ligados ao turismo, contribuindo para a competitividade do Brasil no setor. Além disso, o Senado aprovou a redução temporária das alíquotas de PIS/PASEP e Cofins para a indústria química e petroquímica, beneficiando o setor até a transição para um novo regime fiscal em 2027. O projeto agora segue para sanção presidencial.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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