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Senado aprova licença-paternidade ampliada para até 20 dias

Projeto que aumenta a licença-paternidade e cria o salário-paternidade segue para sanção presidencial

Ampliação da licença-paternidade

A extensão da licença-paternidade contribui para maior equilíbrio na divisão das responsabilidades familiares, favorecendo o desenvolvimento dos vínculos entre pais e filhos. Além de promover a igualdade de gênero no ambiente de trabalho, a medida pode impactar positivamente a qualidade de vida das famílias e estimular práticas mais inclusivas nas empresas, ao assegurar estabilidade no emprego durante o período de afastamento.
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© Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O projeto de lei (5811/2025), que amplia a licença-paternidade para 20 dias foi aprovado nesta quarta-feira (4), no Senado, e agora depende da sanção presidencial. 

O tema é debatido no Congresso Nacional há 19 anos, depois de apresentado pela ex-senadora Patrícia Saboya, em 2007, e relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA).

O projeto cria ainda o salário-paternidade como benefício previdenciário. O objetivo é equiparar a proteção à paternidade às garantias já existentes para a maternidade. O texto também permite dividir o período da licença.

Segundo o texto aprovado, a licença começa a valer de forma gradual.

  • 10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei.
  • 15 dias no terceiro ano
  • 20 dias a partir do quarto ano 

Entre os argumentos para aprovação do projeto, está a possibilidade de maior participação dos pais nos cuidados com os filhos recém-nascidos ou adotados. Outro direito seria o de garantir estabilidade no emprego durante e após a licença. 

No embasamento para a nova lei, a licença está descrita também como incentivo à igualdade de gênero no ambiente de trabalho, ao reconhecer a importância do papel paterno na criação dos filhos.

Quando foi aprovado na Câmara dos Deputados, em novembro do ano passado, o relator Pedro Campos (PSB-PE) afirmou que nenhum direito é mais fundamental do que o de nascer cercado de cuidado. O deputado lembrou que o tema era alvo de debates desde a Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1988.

Resumo da Notícia

O Senado aprovou um projeto que amplia a licença-paternidade para até 20 dias, com início gradual: 10 dias nos primeiros dois anos, 15 no terceiro e 20 a partir do quarto ano. A proposta, discutida há quase duas décadas, também institui o salário-paternidade como benefício previdenciário, buscando equiparar direitos entre pais e mães. Além de fortalecer a participação dos pais nos cuidados dos filhos recém-nascidos ou adotados, o projeto visa promover igualdade de gênero no trabalho e garantir estabilidade no emprego durante a licença. Agora, a medida aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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