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Senado aprova acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

Tratado cria maior zona de livre comércio mundial, com eliminação gradual de tarifas entre blocos

Impacto do Acordo Mercosul-UE

A aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia representa uma oportunidade significativa para ampliar o comércio e fortalecer a indústria brasileira, com potencial para gerar bilhões em exportações. A eliminação gradual de tarifas deve facilitar o acesso a mercados europeus, promovendo competitividade e integração econômica. Entretanto, o processo envolve desafios setoriais e políticos que podem influenciar a implementação e os benefícios esperados para diferentes segmentos produtivos.
09/01/2026 - Embaixadores da UE aprovam provisoriamente acordo com Mercosul. Foto: União Europeia/Mercosul
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O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4), em votação unânime, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Com o tratado, o bloco sul-americano, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, vai zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026, que ratifica o acordo, ainda precisa ser promulgado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), ato que concluirá a internalização do pacto comercial pelo Parlamento brasileiro. Esta era a última etapa para a entrada em vigor dos termos do tratado.

Na prática, o acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional. Os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo na semana passada.

Do lado da União Europeia, o Parlamento Europeu pediu, em janeiro, que o Tribunal de Justiça do bloco faça uma avaliação jurídica sobre o acordo. Porém, na última semana, a presidente da Comissão Europeia, Usrula von der Leyen, afirmou que a UE aplicará o acordo de forma provisória a partir de maio, mesmo com a pendência de análise judicial.

O tratado conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistências principalmente da França, que teme perda de concorrência no setor agropecuário.

Resumo da Notícia

O Senado Federal aprovou por unanimidade o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que prevê a eliminação gradual de tarifas sobre produtos em até 15 anos. O tratado, que abrange Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 720 milhões de habitantes. A expectativa é que o acordo aumente as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, beneficiando especialmente a indústria nacional. Após a aprovação no Congresso brasileiro, o projeto será promulgado para entrar em vigor. Enquanto isso, a União Europeia iniciará a aplicação provisória do acordo, mesmo com análise judicial em curso. O pacto conta com apoio de países como Alemanha e Espanha, embora enfrente resistência da França, que manifesta preocupações no setor agropecuário.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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