Sem acordo, EUA ameaçam bloquear Estreito de Ormuz em tensão com Irã
As negociações entre Estados Unidos e Irã, realizadas em Islamabad, capital do Paquistão, encerraram-se sem acordo após mais de 21 horas de diálogo. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, comunicou que o Irã recusou as condições propostas para limitar seu programa nuclear, considerado uma ameaça por Washington. O objetivo americano é garantir que o país persa não desenvolva armas nucleares, algo que os iranianos negam, afirmando que seu programa é exclusivamente para fins pacíficos.
O líder da delegação iraniana, Mohammad-Bagher Ghalibaf, ressaltou a disposição para negociar, mas destacou a falta de confiança decorrente das agressões anteriores dos EUA e Israel contra o Irã. Segundo ele, embora tenham sido apresentadas propostas promissoras, o lado americano não conseguiu estabelecer um ambiente de confiança suficiente para avançar nas conversas.
Na sequência do impasse, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou medidas duras para o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. Trump ordenou que a Marinha americana interceptasse embarcações que paguem pedágio ao Irã e começasse a destruir minas colocadas na região, intensificando a pressão sobre o país persa.
O Estreito de Ormuz foi fechado pelo Irã em resposta a ataques sofridos por Washington e Tel Aviv no final de fevereiro. O novo líder supremo iraniano, aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, indicou que a administração do canal terá novas regras, não retornando ao status anterior ao conflito. Além do controle do Estreito, as negociações também abordaram temas complexos como indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim das hostilidades na região.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que era esperado que questões tão delicadas não fossem resolvidas em menos de um dia de negociações. As divergências persistem, principalmente em relação à segurança do Estreito e à influência regional. Com o impasse, a instabilidade no Oriente Médio permanece, e futuros desdobramentos dependerão do avanço das negociações e da postura dos países envolvidos.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.