Seguro-defeso libera sexto lote para mais de 110 mil pescadores

Pagamento do benefício de R$ 1.621 será feito a pescadores artesanais em situação regular na próxima terça-feira

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Seguro-defeso libera sexto lote para mais de 110 mil pescadores
Crédito da imagem: © Joédson Alves/Agência Brasil

Impacto do Seguro-Defeso

O pagamento do seguro-defeso é fundamental para garantir a subsistência dos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida, protegendo ecossistemas aquáticos. A transferência da gestão para o Ministério do Trabalho reforça a fiscalização e a transparência, assegurando que o benefício alcance efetivamente quem depende dessa atividade econômica, especialmente em regiões com alta concentração de pescadores, contribuindo para a preservação ambiental e a estabilidade social dessas comunidades.
Maceió (AL) 18/12/2023 – Um pescador é visto pescando na lagoa. A pesca na região foi probida após rompimento da mina n°18 da mineradora Baskem na lagoa de Mundaú.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

O sexto lote do Seguro Desemprego do Pescador Artesanal, o seguro-defeso, será paga na terça-feira (24) para 110.904 trabalhadores do ramo, cadastrados e em conformidade com as exigências do programa.

Estes trabalhadores receberão R$ 179,7 milhões. Os cinco lotes anteriores somaram 269.372 beneficiados, com as parcelas sendo sido liberadas semanalmente, totalizando R$ 616,3 milhões.

O valor do benefício equivale a um salário mínimo mensal, fixado em R$ 1.621. O seguro é pago a pescadores artesanais durante a paralisação da pesca (defeso), no período de reprodução de cada espécie, e pode durar até cinco meses, dependendo do calendário regional de proibição.

A maior parte do público beneficiado teve sua atividade impactada no período entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. 

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou o compromisso da pasta com a correta concessão do benefício.

“O MTE tem trabalhado para garantir o pagamento de todos os pedidos de seguro-defeso que passaram por análise criteriosa, assegurando o direito de quem realmente vive da pesca.”

Troca de gestão

Em novembro do ano passado, a gestão do seguro-defeso foi reformulada passando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O objetivo da medida é diminuir o pagamento de benefícios indevidos – para pescadores que tem outras fontes de renda, por exemplo –, além de evitar fraudes. 

O esforço de saneamento do programa também uniu a Controladoria Geral da União (CGU) e o MTE. Embora uma parcela relativamente pequena de benefícios tenha sido fraudada, o impacto das fraudes é considerável pois o programa já atendeu mais de 2 milhões de cadastrados em seu período de maior alcance. 

Entre as alterações previstas na Medida Provisória (MP) nº 1.323, foi revisada a lista de documentos necessários para manter os cadastros ativos. Atualmente, as exigências incluem inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), ter cadastro biométrico, entregar o Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (Reap), morar em município incluído no período de defeso e participar das entrevistas realizadas pela Fundacentro nos estados onde já ocorre a piracema (período de reprodução dos peixes), que são Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas. Nestes locais a Fundação registrou 514.127 atendimentos em 126 municípios.

Entre 1º de novembro de 2025 e 14 de março deste ano, o MTE recebeu 1.198.473 requerimentos individuais do benefício. As solicitações estão passando por triagem. Os estados com maior número de solicitações são Pará (351.502), Maranhão (336.803), Amazonas (106.632), Bahia (81.765) e Piauí (63.025).

Ficaram de fora dos lotes os pescadores que não apresentaram o Reap. Também foram excluídos aqueles que possuem vínculo empregatício, recebem aposentadoria, estão com o registro de pesca cancelado, atuam em atividades não previstas ou recebem benefício assistencial contínuo, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Resumo da notícia
O Ministério do Trabalho e Emprego realizará na próxima terça-feira o pagamento do sexto lote do seguro-defeso, beneficiando 110.904 pescadores artesanais cadastrados e aptos. Serão destinados R$ 179,7 milhões para garantir o sustento desses trabalhadores durante o período de defeso, quando a pesca é proibida para preservar as espécies. Desde o início do programa, mais de 269 mil beneficiários receberam parcelas que totalizam R$ 616,3 milhões. A gestão do benefício foi transferida do INSS para o MTE, com o objetivo de evitar fraudes e garantir que apenas pescadores que realmente dependem da pesca recebam o auxílio. Para manter o cadastro ativo, os pescadores devem cumprir exigências como inscrição no CadÚnico, entrega de relatórios e residência em municípios com defeso. Estados como Pará, Maranhão e Amazonas concentram o maior número de solicitações. Aqueles que não atenderam aos critérios, como não entregar documentos ou possuir vínculo empregatício, foram excluídos dos pagamentos.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.