Saúde em Campo Grande registra crescimento e investimentos acima do mínimo constitucional
A gestão da saúde em Campo Grande demonstrou um desempenho notável no segundo quadrimestre de 2026, mesmo diante de um cenário desafiador. O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, apresentou os dados em uma audiência na Câmara Municipal, destacando que o município aplicou 24,6% da receita de impostos e transferências em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), muito acima do mínimo constitucional de 15%.
Um dos destaques do relatório foi o crescimento na Atenção Primária, que contabilizou 2.170.701 ações entre maio e agosto de 2026. Isso representa um aumento de quase 5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O volume inclui 982.741 visitas domiciliares, 694.808 procedimentos, 438.884 atendimentos individuais e 54.268 atendimentos odontológicos. Vilela enfatizou que esses números refletem o comprometimento em levar a assistência à população, com equipes ativas visitando famílias e garantindo acesso a cuidados fundamentais.
Além disso, a atenção especializada na rede própria teve um aumento significativo, com 100.859 procedimentos ambulatoriais realizados no segundo quadrimestre, um crescimento de 50,9% em relação ao primeiro. Esse aumento é parcialmente atribuído à migração de registros para o sistema e-SUS, mas também demonstra a ampliação da capacidade de atendimento. Na área de saúde mental, os atendimentos mensais aumentaram de 14.106 para 14.866, indicando uma melhoria contínua nos serviços psicossociais oferecidos.
Outro ponto positivo relatado foi a evolução nos indicadores de assistência farmacêutica, onde a disponibilidade de medicamentos na Central de Abastecimento cresceu de 65% para 76%. Essa melhoria na distribuição reflete um esforço da gestão para garantir que a população tenha acesso regular aos medicamentos necessários.
Em termos financeiros, Campo Grande alcançou R$ 414 milhões aplicados em ASPS até o terceiro bimestre, demonstrando um compromisso sólido em investimentos em saúde. No total, as despesas com saúde subiram de R$ 562 milhões para R$ 849,7 milhões entre os dois bimestres, com um aumento significativo também nos pagamentos realizados. Além disso, R$ 6 milhões provenientes de emendas parlamentares foram destinados a serviços essenciais, como cirurgias ortopédicas e urológicas.
Marcelo Vilela concluiu destacando que esses números não representam apenas dados financeiros, mas sim o impacto real na vida da população. Ele reafirmou o compromisso de continuar avançando na produção de serviços, melhoria de indicadores e na organização da rede de saúde, garantindo que cada cidadão tenha acesso ao atendimento necessário.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.