Sala Lilás em Amambai: Brinquedos ajudam no acolhimento de vítimas de violência
Inaugurada em março de 2023, a Sala Lilás na Unidade Regional de Perícia e Identificação (URPI) de Amambai já se tornou um importante espaço de acolhimento para crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência. Com 505 atendimentos realizados, o ambiente lúdico tem como principal objetivo tornar o processo de perícia menos intimidador, proporcionando conforto e segurança aos pequenos.
Antes de iniciar o exame, as crianças têm a oportunidade de escolher um brinquedo entre carrinhos, bonecas e livros. Essa interação não apenas ajuda a distrair as vítimas, mas também facilita a aproximação com a equipe técnica, reduzindo a ansiedade e o medo que muitos sentem ao chegar à unidade. O perito criminal Paulo Henrique Oliveira destaca que a sala permite que as crianças brinquem e se sintam mais à vontade antes de passarem para a etapa técnica do atendimento.
O espaço é decorado com cores alegres e desenhos, criando um ambiente acolhedor. A ideia de permitir que as crianças levem um brinquedo para casa surgiu da observação da equipe, que percebeu que essa ação ajudava a diminuir a angústia após o exame. Assim, o item escolhido passa a ser um símbolo de cuidado e apoio, proporcionando uma lembrança positiva em um momento difícil.
A Sala Lilás também é parte de uma estratégia maior para garantir a segurança das vítimas. A URPI organiza um fluxo que separa o atendimento de vítimas de violência de possíveis agressores, evitando qualquer contato que possa causar constrangimento ou revitimização. Essa estruturação é fundamental para oferecer um atendimento mais humanizado e seguro.
Além de atender vítimas de violência, o espaço também acolhe crianças que acompanham suas mães durante exames e aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em situações que exigem um ambiente mais reservado. A iniciativa busca garantir a privacidade e o conforto das vítimas, permitindo que a equipe técnica realize os atendimentos com mais eficácia, respeitando o estado emocional de cada um.
A experiência da Sala Lilás demonstra que é possível unir técnica e acolhimento no trabalho da Polícia Científica. O coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior, ressalta a importância de humanizar o atendimento sem comprometer a precisão dos exames. A experiência em Amambai tem sido um modelo que pode ser replicado em outras unidades, provando que o acolhimento é uma parte essencial do processo pericial.
Com isso, a Sala Lilás não apenas transforma a experiência das vítimas, mas também reafirma o compromisso da Polícia Científica em oferecer um atendimento mais humano e eficaz, garantindo que as vítimas se sintam seguras e respeitadas durante todo o processo.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.