RJ adota gesto de mão para ajudar mulheres em situação de violência

Rio de Janeiro amplia formas de pedido de socorro para vítimas de violência doméstica com novo sinal manual

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RJ adota gesto de mão para ajudar mulheres em situação de violência
Crédito da imagem: © Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Novo Sinal de Socorro Silencioso

A adoção do gesto manual para pedido de ajuda amplia os meios de denúncia para mulheres em situação de violência doméstica, possibilitando intervenções mais rápidas e discretas. Essa iniciativa fortalece a rede de proteção social, promove maior segurança e pode reduzir os casos não registrados, impactando positivamente o enfrentamento da violência contra a mulher na comunidade.
Vítimas de violência doméstica podem apresentar um sinal vermelho na mão para alertar que estão vivendo uma situação de vulnerabilidade
© Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O gesto conhecido como “sinal por ajuda” será incluído como forma adicional de pedido de socorro para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. É o que determina a lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e publicada no Diário Oficial dessa segunda-feira (6).

O gesto foi criado pela Canadian Women’s Foundation e amplamente difundido pela ONU Mulheres e por entidades de defesa dos direitos femininos em todo o mundo. Ele consiste em levantar a mão com a palma voltada para fora, dobrar o polegar sobre a palma e fechar os demais dedos sobre ele, de modo a “prender” o polegar.

O novo dispositivo amplia a lei em vigor, que já instituía o Código Sinal Vermelho como forma de pedido de socorro e ajuda às mulheres em situação de violência no estado do Rio. A norma estabelece que a vítima pode dizer “Sinal Vermelho” ou sinalizar o pedido de ajuda exibindo a mão com uma marca em formato de “X”, feita preferencialmente com batom vermelho, caneta ou outro material acessível.

A medida é válida em farmácias, repartições públicas e instituições privadas, como portarias de condomínios, hotéis, pousadas, bares, restaurantes, lojas comerciais, administração de shopping centers e supermercados, que aderirem ao programa. Ao identificar o pedido de socorro, os atendentes desses estabelecimentos deverão acionar imediatamente a Polícia Militar, por meio do número 190, adotando as medidas necessárias para garantir a segurança da vítima.

Para o autor da norma, Vinicius Cozzolino, as mudanças ampliam as possibilidades de denúncia e fortalecem a rede de proteção às mulheres.

“Ao lado do já instituído ‘Sinal Vermelho’, que se mostrou ferramenta eficaz em farmácias e estabelecimentos comerciais, a inclusão do ‘Sinal por Ajuda’ amplia as possibilidades de comunicação silenciosa das vítimas e fortalece a rede de enfrentamento à violência contra a mulher”, afirmou Cozzolino.

Resumo da notícia
O Rio de Janeiro implementou uma nova medida para apoiar mulheres em situação de violência doméstica ao adotar o chamado 'sinal por ajuda', um gesto manual que permite um pedido de socorro silencioso. A ação complementa o Código Sinal Vermelho, já em vigor, que utiliza um X desenhado na mão como alerta em locais públicos e privados, como farmácias, shoppings e condomínios. A lei determina que funcionários desses estabelecimentos devem acionar imediatamente a Polícia Militar ao identificar o sinal, garantindo proteção rápida às vítimas. Criado pela Canadian Women’s Foundation e divulgado pela ONU Mulheres, o gesto consiste em dobrar o polegar para dentro da palma da mão e fechar os dedos sobre ele, facilitando a comunicação discreta em situações de risco. Para o autor da proposta, a ampliação dessas formas de denúncia fortalece a rede de proteção e amplia as chances de socorro efetivo às mulheres em vulnerabilidade.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.