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Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Receita Federal exonera auditor investigado por acesso indevido a dados fiscais

Auditor da Receita em Presidente Prudente foi afastado após operação da Polícia Federal por consultas ilegais a informações sigilosas do STF

Impactos da Fiscalização Interna

Este caso evidencia a importância de controles rigorosos no acesso a informações fiscais sigilosas, especialmente envolvendo autoridades de alta relevância. A aplicação de medidas disciplinares reforça a necessidade de transparência e integridade na administração pública, garantindo a confiança da sociedade nas instituições e a proteção dos dados sensíveis contra usos indevidos.
Superintendência da Receita Federal, em Brasília.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal exonerou nesta quinta-feira (19) um auditor fiscal que ocupava função de chefia na Delegacia do órgão em Presidente Prudente (SP). A dispensa foi publicada no Diário Oficial da União e não apresenta justificativa formal.

O servidor era chefe da Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório e foi um dos alvos de operação da Polícia Federal que investiga acessos indevidos a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de familiares dos ministros.

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e apura possíveis consultas irregulares a informações protegidas por sigilo fiscal. Ao todo, quatro servidores são investigados.

Segundo o jornal do Estado de S.Paulo, o auditor teria acessado dados ligados a uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes. Conforme a publicação, o servidor afirmou, em depoimento, que a consulta ocorreu por engano, alegando ter confundido a identidade da pessoa pesquisada.

Apesar da justificativa, o servidor foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve medidas cautelares impostas, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas e entrega do passaporte.

Defesa

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a defesa do auditor negou qualquer conduta ilícita. As advogadas que o representam afirmaram que o servidor possui “reputação ilibada” e que nunca respondeu a processo disciplinar ao longo da carreira na Receita Federal.

A defesa também informou que ainda não teve acesso integral aos autos da investigação e, por isso, não comentaria detalhes do caso.

Reação de entidades

A operação provocou reação de entidades representativas da categoria. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional) afirmou, em nota, que auditores fiscais não podem ser transformados em “bodes expiatórios” em meio a crises institucionais e criticou a adoção de medidas cautelares consideradas severas antes da conclusão das apurações.

O Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) declarou que vê com preocupação o suposto vazamento de informações, mas ressaltou que o acesso motivado a dados sigilosos faz parte da rotina de trabalho dos auditores. Segundo a entidade, eventual divulgação indevida de informações deve ser punida, mas o direito ao contraditório e à ampla defesa precisa ser preservado.

Auditoria interna

A Receita Federal informou que instaurou auditoria interna após solicitação do Supremo. Em nota na terça-feira (17), o órgão admitiu acessos indevidos a dados de ministros do STF e de familiares. O Fisco afirmou que a apuração envolve dezenas de sistemas e contribuintes e que eventuais desvios identificados foram comunicados ao relator do caso.

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) também se manifestou, destacando que seus sistemas são rastreáveis e que seus empregados não têm acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes. Segundo a estatal, sua atuação se limita à gestão da infraestrutura tecnológica.

O caso continua sob investigação no Supremo Tribunal Federal.

Resumo da Notícia

A Receita Federal demitiu um auditor fiscal que atuava em cargo de chefia em Presidente Prudente (SP) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. O servidor é investigado por realizar acessos irregulares a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares, caso autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes. Apesar de alegar erro na consulta aos dados, o auditor teve medidas cautelares aplicadas, incluindo afastamento e uso de tornozeleira eletrônica. Entidades da categoria expressaram preocupação com a severidade das penalidades antes da conclusão do inquérito e defenderam o direito à ampla defesa. A Receita Federal instaurou auditoria interna para apurar os fatos, enquanto o caso segue em investigação no STF.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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