Projeto Paralímpico em Campo Grande Promove Inclusão e Talentos no Esporte
Um projeto inovador está transformando a vida de jovens com deficiência em Campo Grande. Oferecendo atividades esportivas gratuitas, a iniciativa conta com cerca de 80 participantes em dois polos da cidade, promovendo o paratletismo e o futebol PC. As atividades visam não apenas o desenvolvimento esportivo, mas também a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida dos participantes.
Os treinos de paratletismo ocorrem no Parque Ayrton Senna, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 10h30, enquanto as sessões de futebol PC são realizadas no Rádio Clube Campo às terças e quintas, no mesmo horário. O projeto é aberto a pessoas com deficiência a partir dos 12 anos, abrangendo deficiências físicas, visuais e intelectuais. Para se inscrever, os interessados devem procurar a equipe técnica nos locais de treino, onde serão realizadas entrevistas e encaminhamentos para as atividades.
Yara Yule, coordenadora do Núcleo Paralímpico, compartilha o orgulho pelos resultados obtidos. "Temos atletas que se destacam nacionalmente no paradesporto, incluindo medalhistas e beneficiados por bolsas de incentivo. Atualmente, cinco atletas do futebol PC estão convocados para a seleção brasileira, reafirmando a posição de Campo Grande como uma referência na modalidade", afirmou.
O professor Daniel Sena, que há sete anos comanda o projeto, enfatiza que o trabalho vai além do rendimento. "Nosso foco é atender todos os grupos, desde a iniciação esportiva até o alto rendimento. Temos revelado atletas que competem em alto nível, como Gonzaga, que é o sétimo melhor do mundo na sua categoria", explicou.
Os depoimentos dos atletas revelam a transformação que o esporte proporciona. Bruno Alves, de 16 anos, destaca como o paratletismo mudou sua vida. "Antes era difícil, mas agora, com o apoio do professor, consegui alcançar bons resultados. Em 2023, disputei meu primeiro Campeonato Brasileiro e fiquei em segundo. Desde então, minhas medalhas têm sido de primeiro lugar", contou.
Audrey Gonzaga, de 22 anos, encontrou na modalidade Petra seu espaço. "O projeto foi um divisor de águas. Agora, busco o pódio e motivo outros a se juntarem ao esporte. O paratletismo me deu confiança e objetivos claros", comentou.
Outra atleta, Hávilla Vitória Soares, de 20 anos, também testemunha a mudança em sua vida. "O esporte me tirou da timidez e da tristeza. Hoje, vejo que somos capazes. O projeto nos ajuda a construir laços e a acreditar em nós mesmos", afirmou.
O projeto paralímpico de Campo Grande não apenas promove a inclusão social, mas também revela e valoriza talentos que representam a cidade em competições em nível nacional e internacional. Com essa iniciativa, a cidade reafirma seu compromisso com o esporte acessível e a valorização das conquistas dos atletas, mostrando que o esporte pode ser um poderoso agente de transformação social.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.