Projeto Intervalo da Cidadania promove inclusão em 20 cidades de MS
O projeto Intervalo da Cidadania, que promove a inclusão e o respeito às diferenças, alcançou 20 cidades de Mato Grosso do Sul neste ano. A iniciativa tem mostrado como a educação pode ser uma ferramenta poderosa para conscientizar estudantes sobre a importância da acessibilidade e da valorização das diversidades.
Um exemplo inspirador vem da Escola Municipal João Carlos Pinheiro Marques, em Ponta Porã, onde a aluna Luana Nicole, de 9 anos, compartilha como sua turma desenvolveu um comunicador acessível para alunos surdos. Com o auxílio de uma placa de programação microbit, os alunos criaram um dispositivo que exibe palavras como "água" e "banheiro" ao pressionar um botão, facilitando a comunicação.
O projeto, que já está em sua quarta edição, envolve atividades práticas que estimulam a criatividade dos estudantes. A professora intérprete de Libras acompanhou os alunos durante a programação, mostrando o quanto a inclusão deve ser parte do cotidiano escolar. Para Genaro Damião, de 10 anos e surdo, ver seus colegas se dedicando à acessibilidade foi uma experiência positiva.
Na Escola João Carlos Pinheiro Marques, a inclusão é um tema central. Durante uma roda de conversa, a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência, Laís Paulino, destacou a importância de um olhar atento e acolhedor para os alunos com deficiências. "A mudança começa no nosso olhar para aquele aluno", afirmou, enfatizando que a inclusão se constrói dia a dia com pequenos gestos.
O projeto também envolve a participação de pais e responsáveis, que são convidados a debater sobre a inclusão nas escolas. Sérgio Melo, pai de um aluno, participou de uma roda de conversa e ressaltou a importância de discutir esses temas. "Como pai, sei da importância que uma iniciativa dessas tem para cada criança e cada família", afirmou.
Neste ano, o Intervalo da Cidadania se expandiu para 30 escolas em municípios como Corumbá, Campo Grande e Nova Andradina, refletindo o compromisso das redes de ensino com a inclusão. O subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz, destacou que as atividades variam de feiras de ciências a rodas de conversa, permitindo que os alunos relacionem os temas aprendidos com suas experiências diárias.
Com o tema "Cidadania: O Que Isso Tem a Ver Comigo?", o projeto em 2026 abordará quatro eixos principais, incluindo a inclusão de pessoas com deficiência e o respeito às gerações. As atividades são desenvolvidas ao longo do ano e culminam em um Dia C da Cidadania, onde os trabalhos dos alunos são apresentados à comunidade.
A diretora da Escola Municipal João Carlos Pinheiro Marques, Tatiana Amorim, observa que o projeto já trouxe mudanças significativas na percepção da comunidade escolar sobre inclusão. "Estamos trabalhando o Intervalo da Cidadania desde o ano passado e já percebemos o quanto muda a visão, não só dos alunos, mas de toda a comunidade escolar", concluiu.
