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Crédito da imagem: © Rovena Rosa/Agência Brasil

Projeto de educação midiática transforma aprendizado em escola rural de RO

Iniciativa usa rádio escolar para incentivar pensamento crítico e combater fake news na Amazônia

Educação Midiática e Cidadania

Projetos como o da escola Josué de Castro ampliam o acesso à informação crítica e fortalecem a participação social em comunidades vulneráveis. Ao desenvolver habilidades de análise e produção de conteúdo, estudantes e moradores locais se tornam agentes ativos na promoção da saúde pública e da preservação ambiental, contribuindo para a redução da desinformação e o engajamento comunitário.
São Paulo - Após pronunciamento do governador Alckmin, representantes dos alunos se reúnem na Escola Estadual Caetano de Campos em assembleia para discutir se vão desocupar as escolas (Rovena Rosa/Agência Brasil)
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Na hora do intervalo ou em trabalhos durante as aulas da escola municipal Josué de Castro, na área rural de Theobroma (RO), a comunicação ganhou novo sentido. Isso porque um estúdio improvisado de rádio, com dois microfones e outros equipamentos, tem feito com que crianças e adolescentes olhem a Amazônia, onde moram, de outra forma. 

O projeto de educação midiática, que existe há pouco mais de dois anos, faz com que das quatro caixas de som do pátio da escola, os estudantes possam se informar e reconhecer, em alto e bom som, temas como sustentabilidade, educação e saúde.

Inscrições de novos projetos

Projetos como o “Rádio na Escola”, da escola do interior de Rondônia, estão no Mapa Brasileiro da Educação Midiática que reúne até agora 226 iniciativas. O mapa é uma iniciativa da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), com apoio do governo do Reino Unido no Brasil, parceria técnica do Porvir (portal de inovação educacional) e cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco Brasil).  

Até 16 de março, estão abertas as inscrições para a inclusão de novas experiências e recursos que promovam o uso crítico, responsável e criativo das mídias em diferentes contextos educativos.

Mobilização

No caso da escola de Theobroma (RO), de acordo com o diretor da unidade, Elias Bastos, o rádio é aplicado da pré-escola até o nono ano do ensino fundamental. 

Ele explica que as gravações feitas pelos próprios alunos, sob orientação dos professores, têm conseguido retornos até das famílias dos estudantes, em assuntos como a poluição da nascente do Rio São João.

“Eles já entenderam que é importante conservar a natureza que nos cerca”.  O projeto tem finalidade também de combater desinformação e boatos.

A escola, de 183 alunos, fica no interior de um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, batizado de “Antônio Conselheiro” (liderança popular na guerra de Canudos).

“Pelo rádio, temos falado também de como evitar a proliferação da dengue e os riscos da evasão escolar”, diz o professor, que mora na área urbana, a cerca de 47 quilômetros de distância (ou mais de uma hora de viagem em estrada sem asfaltamento”.

Os resultados da iniciativa escolar têm animado os docentes a seguir viagem.

Contra fake news

As inscrições para integrar o mapa de educação midiática são feitas por um formulário online e analisadas pela equipe técnica do projeto. A nova edição do mapa está prevista para junho. Para participar dessa consolidação nacional de informações, o projeto deve, por exemplo, promover uma análise crítica da mídia, fazer checagem de fatos e produção de conteúdos em prol da cidadania.

“A segunda chamada é um convite para que mais educadores, pesquisadores e organizações compartilhem suas experiências.

"Queremos ampliar o mapeamento de ações de educação midiática no país, fortalecendo uma rede cada vez mais diversa, criativa e representativa”, destacou a coordenadora de Educação Midiática da Secom. Thaís Brito, 

Resumo da Notícia

Na escola municipal Josué de Castro, em Theobroma (RO), um projeto de educação midiática tem revolucionado a forma como crianças e adolescentes se relacionam com a informação. Por meio de um estúdio de rádio improvisado, estudantes produzem conteúdos que abordam temas como sustentabilidade, saúde e preservação ambiental, conectando-se com a realidade da Amazônia. A iniciativa integra o Mapa Brasileiro da Educação Midiática, que reúne 226 projetos em todo o país e está com inscrições abertas para novas experiências até março. A proposta visa fomentar o uso consciente e crítico das mídias, promovendo a checagem de fatos e a produção de conteúdos que fortalecem a cidadania. A escola, localizada em um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, utiliza o rádio para atingir alunos de todas as idades, envolvendo também suas famílias e a comunidade local. A ação contribui para combater a desinformação e reforça a importância da conservação ambiental e da saúde pública, ampliando o alcance da educação para além da sala de aula.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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