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Crédito da imagem: © Agência Brasil/Marcello Casal Jr./Arquivo

Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com baixa escolaridade no Brasil

Estudo aponta queda no acompanhamento completo entre gestantes indígenas, menos escolarizadas e residentes no Norte do país

Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com baixa escolaridade no Brasil

A desigualdade no acesso ao pré-natal integral compromete a saúde de mães e bebês, especialmente entre indígenas e mulheres menos escolarizadas. Entender essas barreiras é fundamental para implementar políticas eficazes que garantam atendimento universal e reduzam os riscos durante a gestação.

Quase todas as gestantes brasileiras iniciam o pré-natal, mas o acompanhamento completo até a sétima consulta é menos frequente entre indígenas, mulheres com baixa escolaridade e residentes na Região Norte. Um estudo recente do Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas, em parceria com a organização Umane, revelou que a cobertura do pré-natal cai de 99,4% na primeira consulta para 78,1% na sétima, com variações significativas entre grupos sociais.

Mulheres com maior nível educacional apresentam melhores índices de acompanhamento: 86,5% completam o pré-natal, enquanto apenas 44,2% das que têm menos anos de estudo conseguem concluir. No caso das indígenas com baixa escolaridade, a taxa é ainda mais alarmante, com apenas 19% realizando o número recomendado de consultas, em contraste com 88,7% das mulheres brancas com ensino médio ou superior.

Além da escolaridade, a origem étnico-racial influencia diretamente o acesso ao cuidado. Mulheres indígenas têm menor continuidade no pré-natal do que mulheres pretas e pardas, com apenas 51,5% concluindo o acompanhamento, contra 84,3% das brancas, 75,7% das pretas e 75,3% das pardas. A evasão entre indígenas é três vezes maior do que entre mulheres brancas.

Regionalmente, o Norte do país registra o menor percentual de pré-natal integral, com 63,3% das gestantes realizando todas as consultas indicadas. Nordeste e Centro-Oeste apresentam índices intermediários, enquanto Sudeste e Sul lideram com as melhores taxas, acima de 80%. As adolescentes grávidas também são um grupo vulnerável, com apenas 67,7% atendendo às recomendações, em comparação com 82,6% das mulheres com mais de 35 anos.

O pré-natal é fundamental para identificar e tratar precocemente condições que podem afetar a mãe e o bebê, envolvendo consultas regulares e exames clínicos. A pesquisa reforça a importância de políticas que combatam o racismo estrutural e garantam acesso facilitado, incluindo transporte público e fortalecimento do vínculo entre gestantes e profissionais de saúde. Além disso, aponta a necessidade de programas educativos para adolescentes e mulheres com menos escolaridade, para conscientizá-las sobre a relevância do acompanhamento durante a gravidez.

Essas ações são essenciais para alcançar as metas da Rede Alyne, lançada pelo Ministério da Saúde em 2024, que visa reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, com foco especial nas gestantes negras. O estudo evidencia que combater as desigualdades no pré-natal é um passo crucial para melhorar a saúde materna e infantil em todo o Brasil.

Resumo da Notícia

No Brasil, quase todas as grávidas realizam ao menos uma consulta de pré-natal, mas a continuidade do acompanhamento diminui significativamente entre mulheres indígenas, com menos escolaridade e residentes na Região Norte. Pesquisa do Centro Internacional de Equidade em Saúde da UFPel revela que apenas 19% das indígenas com baixa escolaridade completam as consultas recomendadas, contra 88,7% de mulheres brancas com ensino médio completo. A disparidade evidencia desafios estruturais que afetam a saúde materna e infantil, como racismo institucional, falta de transporte e vínculo insuficiente com profissionais de saúde. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas específicas para populações vulneráveis, incluindo gestantes adolescentes, para ampliar o acesso e a qualidade do pré-natal, visando reduzir a mortalidade materna e melhorar os resultados de saúde no país.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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