Prefeitura de Campo Grande cria força-tarefa para acelerar moradias
A Prefeitura de Campo Grande intensificou esforços para destravar projetos habitacionais que estão em tramitação na cidade, por meio da criação de uma força-tarefa que reúne diferentes secretarias e autarquias municipais. Essa estratégia, oficializada por decreto durante a Expogrande, institui um ponto de controle centralizado para agilizar a aprovação de empreendimentos habitacionais, principalmente os de grande porte.
A primeira reunião da força-tarefa aconteceu na manhã do dia 27, no Teatro do Paço Municipal, com a presença da prefeita Adriane Lopes, que destacou a importância da organização e responsabilidade para garantir o crescimento ordenado da Capital. Segundo ela, acelerar esses processos é essencial para que a cidade avance e a oferta de moradias aumente.
Conforme explicou a secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Vera Cristina Galvão Bacchi, o foco inicial incide sobre empreendimentos multirresidenciais com mais de 100 unidades, expandindo futuramente para aqueles com mais de 24 unidades. Essa delimitação visa priorizar projetos que impactem significativamente o déficit habitacional e atendam ao público que necessita de moradias em maior escala.
A prefeitura enfrenta um prazo apertado para assegurar recursos federais, especialmente devido ao calendário eleitoral, que exige a assinatura dos contratos na Caixa Econômica até julho para evitar a perda dos financiamentos. O diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha), Claudio Marques Costa Júnior, ressaltou que o município busca captar investimentos não apenas locais, mas também recursos que poderiam ser destinados a outras regiões do país, desde que os processos sejam agilizados.
Atualmente, Campo Grande possui mais de 3 mil unidades habitacionais públicas em desenvolvimento e foi selecionada para receber outras 1.200 moradias. O déficit habitacional estimado na Capital é de cerca de 36 mil unidades. A força-tarefa pretende reduzir esse número significativamente até 2028, apoiando-se na aprovação acelerada de projetos e na captação de novos recursos.
A secretária especial de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Catiana Sabadin Zamarrenho, reforçou que a equipe está focada em destravar tanto os projetos públicos quanto os privados, com milhares de unidades em diferentes fases de aprovação, licenciamento e estudos. A expectativa é que a liberação desses empreendimentos não só atenda à demanda por moradias, mas também dinamize a economia local, gerando empregos e movimentando o setor da construção civil.
A força-tarefa envolve equipes técnicas da Emha, Semades, Agetran, Seppe e outros setores estratégicos da administração municipal, promovendo integração para acelerar os processos e garantir que os recursos federais sejam efetivamente aplicados na Capital. O projeto representa um passo importante para o desenvolvimento urbano sustentável de Campo Grande e para o atendimento das necessidades habitacionais da população nos próximos anos.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.