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Portos brasileiros batem recorde com 1,4 bilhão de toneladas em 2025

Movimentação de cargas nos portos cresce 6,1% e investimentos privados impulsionam infraestrutura

Crescimento dos Portos Brasileiros

O aumento na movimentação de cargas nos portos brasileiros indica avanço na infraestrutura logística, essencial para fortalecer a economia e o comércio exterior. Esse crescimento favorece setores produtivos, gera empregos e atrai investimentos, mas exige melhorias contínuas em acessos e operações para evitar gargalos que possam limitar o potencial econômico nacional.

A movimentação de cargas nos terminais portuários brasileiros atingiu 1,40 bilhão de toneladas (bi/t) em 2025. O resultado representa um aumento de 6,1% em comparação às 1,32 bi/t registradas em 2024.

O resultado, um novo recorde de movimentação, foi divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) nesta terça-feira (10), em Brasília.

No mesmo período, a movimentação de cargas em contêineres aumentou 7,2%, atingindo 164,6 milhões de toneladas. Já as cargas gerais soltas, em 2025, totalizaram 65,8 milhões/t, o que representou um aumento de 0,8% em comparação a 2024.

A movimentação de granéis sólidos variaram 6,3%, atingindo 839,7 milhões/t em cargas, enquanto os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas (6,1%).

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No geral, o minério de ferro (30%), óleo bruto (16%) e contêineres (12%) representam mais de 50% de toda a carga movimentada. A China se manteve como principal destino do minério de ferro extraído em território brasileiro, consumindo 72% de todo o produto exportado.

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, “é dia de celebrarmos mais um recorde de movimentação do setor aquaviário”. 

“Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do país e da atuação da Antaq”, disse Dias, destacando o “aumento substancial dos investimentos privados” no setor nos últimos anos.

Em 2020, a iniciativa privada investiu cerca de R$ 129,3 bilhões em infraestrutura portuária. No ano passado, esse valor chegou a R$ 234,9 bilhões. No setor público, em comparação, o total de investimentos aumentou bem menos, passando de R$ 36,4 bilhões, para R$ 45,1 bilhões, quase a metade dos R$ 88,7 bilhões, de 2010. Somados os dois setores, o investimento saltou de R$ 165,7 bilhões para R$ 280 bilhões, em apenas cinco anos.

“Hoje, o país investe mais em infraestrutura do que em toda a sua história. E o fato do setor privado ter [quase] dobrado a quantia investida, mostra o quanto o Poder Público está maduro para fazer parcerias com o setor privado”, avaliou Dias.

“O aumento da produtividade e da eficiência têm limites. [Por isso] É necessário aumentar e fortalecer a capacidade e a disponibilidade da infraestrutura brasileira”, defendeu o diretor-geral da Antaq, revelando que a autarquia projeta um considerável aumento da demanda por cargas conteinerizadas pelos próximos quatro anos. 

Estudos da autarquia indicam que a movimentação portuária alcançará 1,44 bi/t este ano, um crescimento de 2,7% em relação a 2025; e 1,59 bi/t em 2030. 

“É fundamental que o Estado crie as condições e possa responder a este grande desafio. Os portos não podem ser o gargalo do crescimento do país. Não basta focarmos da porteira para dentro. Precisamos melhorar os acessos e já estamos avaliando o que precisa ser feito”, enfatizou Dias.

Resumo da Notícia

Em 2025, os portos do Brasil atingiram um recorde histórico ao movimentar 1,4 bilhão de toneladas de cargas, um aumento de 6,1% em relação ao ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo minério de ferro, óleo bruto e contêineres, que juntos representam mais de metade do total transportado. A China permanece como principal destino para o minério extraído no país, consumindo 72% das exportações. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o crescimento sustentável do setor reflete a maturidade institucional e o aumento significativo dos investimentos privados na infraestrutura portuária, que quase dobraram nos últimos cinco anos, chegando a R$ 234,9 bilhões em 2024. A Antaq projeta que a movimentação continuará crescendo, podendo atingir 1,59 bilhão de toneladas em 2030. Para manter o ritmo, o diretor-geral da autarquia destaca a necessidade de ampliar e modernizar os acessos aos portos, evitando que se tornem um entrave para o desenvolvimento econômico do país.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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