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Crédito da imagem: © Gisele Alves Santana/Instagram

Policial militar preso por feminicídio recebe remuneração na reserva

Tenente-coronel investigado pela morte de soldado terá proventos integrais enquanto aguarda decisão judicial

Impactos da Transferência na PM

A transferência para a reserva com remuneração proporcional pode influenciar a percepção pública sobre a responsabilização de agentes públicos em casos graves. Embora o processo disciplinar siga em andamento, a continuidade dos pagamentos destaca a importância de decisões judiciais definitivas para garantir a efetiva punição. Esse cenário reforça a necessidade de transparência e rigor nas investigações para assegurar a confiança da sociedade nas instituições de segurança.
São Paulo (SP), 18/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - O Tenente-Coronel Geraldo Leite Rosa, acusado de matar sua esposa, Gisele Alves Santana. Foto: Gisele Alves Santana/Instagram
© Gisele Alves Santana/Instagram

A transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e por fraude processual, para a reserva da Polícia Militar faz com que ele passe a receber uma remuneração na inatividade. Na estrutura militar, a medida equivale à aposentadoria.

A portaria de inatividade foi publicada, nesta quinta-feira (2), no Diário Oficial do Estado, quando já passou a ter efeito. A decisão da corporação tem impacto nos recebimentos de Geraldo Leite, enquanto policial militar.

O pagamento ao tenente-coronel, referente à remuneração na ativa, está suspenso desde a sua prisão, em 18 de março, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Segundo a publicação no diário oficial, ele tem direito a proventos integrais, considerando a proporcionalidade do tempo de serviço. O texto aponta “proporcionalidade de 58/60”, o que equivale à remuneração praticamente integral do tenente-coronel.

Segundo a SSP, no entanto, a passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar.

A pasta disse, em nota, que “autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva”.

Questionada pela reportagem sobre a perda de remuneração caso haja demissão, perda do posto e da patente de Geraldo Leite, a SSP respondeu que “a interrupção dos vencimentos previdenciários depende de decisão judicial definitiva”.

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Investigações

Em relação às investigações, a SSP informou que o inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. 

O suspeito, tenente-coronel Geraldo Leite, permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. Além disso, o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão, que também já foi cumprido.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava, na capital paulista. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita.

Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram marcas de agressão incompatíveis com suicídio. A família da vítima contestou a versão de suicídio desde o registro da ocorrência.

Resumo da Notícia

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado do feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, foi transferido para a reserva da Polícia Militar de São Paulo, o que lhe garante remuneração na inatividade equivalente à aposentadoria. Embora seus vencimentos na ativa estejam suspensos desde sua prisão preventiva em março, ele continuará recebendo proventos proporcionais ao tempo de serviço. A Secretaria da Segurança Pública informou que a transferência não impede a continuidade do processo disciplinar, que pode resultar em demissão e perda do posto, mas a interrupção dos pagamentos previdenciários depende de decisão judicial definitiva. As investigações, conduzidas pela Corregedoria da PM e pela Polícia Civil, apontam para agressões incompatíveis com suicídio, contrariando a versão inicial do caso. O inquérito está na fase final e será enviado à Justiça, enquanto o militar permanece detido preventivamente.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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