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Policiais civis do Rio são presos por extorsão ao Comando Vermelho

Delegado e agentes são investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e uso da estrutura pública para extorquir facção criminosa

Corrupção na Polícia Civil

A prisão de policiais civis envolvidos em extorsão evidencia desafios no combate à corrupção dentro das forças de segurança, afetando a confiança pública e a eficácia no enfrentamento ao crime organizado. A ação reforça a importância da transparência e do controle interno para garantir a integridade institucional e a segurança da população.
Brasília (DF), 11/02/2025 - A Polícia Federal deflagrou a Operação Dissímulo, com o apoio da Controladoria-Geral da União - CGU e da Receita Federal do Brasil, para desarticular um grupo criminoso voltado à prática de fraudes em licitações na área de terceirização. Foto: PF/Divulgação
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Policiais federais prenderam na manhã desta terça-feira (10) três policiais civis do Rio de Janeiro, entre eles um delegado titular de uma delegacia da capital.

O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa do estado, o Comando Vermelho, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro.

Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa foi mais uma fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis fluminenses e operadores financeiros.

“Além das prisões e buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos”, diz a Polícia Federal.


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Modus Operandi

As investigações identificaram um esquema criminoso liderado por um delegado e um policial civil. “De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício”, informa a PF.

Foi apurado ainda que a negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários.

A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos.

“Para promover a ocultação e dissimulação do capital sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial”, acrescenta.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capitais.

Resumo da Notícia

Três policiais civis do Rio de Janeiro, incluindo um delegado titular, foram presos pela Polícia Federal sob acusação de extorsão de integrantes do Comando Vermelho, maior facção criminosa do estado. A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, também cumpriu mandados de busca e apreensão e aplicou medidas cautelares como afastamento dos cargos e bloqueio de bens ligados aos investigados. O grupo usava intimações para coagir líderes do tráfico a pagar propinas, com o auxílio de intermediários para ocultar as transações. A investigação revelou movimentações financeiras milionárias incompatíveis com os salários dos policiais, que utilizavam empresas de fachada para dissimular recursos. Os suspeitos responderão por crimes como organização criminosa, extorsão, corrupção e lavagem de dinheiro, em mais uma fase da Operação Anomalia que visa desarticular esse núcleo corrupto dentro da polícia civil fluminense.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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