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Polícia usa tecnologia para desvendar agressão fatal a cão em SC

Investigação combinou imagens, dados de celular e depoimentos para identificar o menor envolvido no crime

Avanços na investigação criminal

O uso de tecnologias avançadas e análise detalhada de imagens reforça a eficiência das investigações policiais, garantindo maior precisão na apuração de crimes. Essa abordagem contribui para a responsabilização adequada, protege a integridade das testemunhas e fortalece a aplicação da justiça, promovendo segurança e confiança na sociedade.

A Polícia Civil de Santa Catarina encerrou as investigações sobre as agressões que levaram o cão Orelha à morte e pediu a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos no crime. Para conseguir provar a participação do autor — que não teve o nome revelado por ser menor de idade—, as autoridades tiveram de recorrer à tecnologia importada e análise de imagens de câmeras de segurança.

Segundo informações da própria polícia, foram analisadas mais de mil horas de filmagens captadas por 14 câmeras. Além disso, 24 testemunhas foram ouvidas.

As imagens analisadas foram fundamentais para as autoridades, embora não existam gravações do momento do ataque ao animal. Foi através delas que os investigadores puderam verificar as roupas usadas pelo rapaz no dia do crime, além de comprovar que ele havia saído de madrugada do condomínio onde mora.

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Tecnologia

A polícia também usou um software francês para verificar a localização do menor no momento da agressão a Orelha. Com o programa — que identifica onde está o celular — e imagens das câmeras, a investigação conseguiu provar que o rapaz deixou o condomínio às 5h25, e foi até a Praia Brava naquele 4 de janeiro. Ele voltou ao mesmo local às 5h58, acompanhado de uma jovem.

Um outro software, agora israelense, de recuperação de dados apagados de celulares também foi utilizado.

O depoimento do rapaz, colhido na semana passada, também foi chave para desvendar o crime. O jovem se contradisse, afirmando que não havia deixado sua casa naquele fim de madrugada. Mas a polícia já tinha as imagens comprovando o contrário. Havia vídeos do controle de acesso da portaria, imagens do moleton e do boné que ele usava, além do relato de testemunhas afirmando que o jovem havia deixado o condomínio.

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre o caso

Disney

Como divulgado alguns dias após o ataque ao cachorro, o adolescente viajou aos Estados Unidos para visitar a Disney. Voltou ao país no dia 29 de janeiro, com a polícia já o aguardando no aeroporto.

Na chegada a Santa Catarina, um parente do adolescente tentou esconder o boné e ainda afirmou que o moleton que estava na bagagem havia sido comprado nos EUA. Mas eram os mesmos usados no dia do ataque a Orelha, como as autoridades já sabiam.

Com todas essas provas em mãos, a Polícia Civil decidiu pedir a internação do agressor. Outros três adultos ligados aos quatro adolescentes foram indiciados por coação a testemunha.

Internação

A internação de um adolescente é uma medida socioeducativa que impõe privação de liberdade, sendo aplicada em casos de atos infracionais graves, reincidência ou descumprimento reiterado de outras medidas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

Resumo da Notícia

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o caso da morte do cão Orelha, utilizando avançados recursos tecnológicos e análise minuciosa de imagens de segurança. Foram examinadas mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras e ouvidas 24 testemunhas para comprovar a participação de um adolescente no ato agressivo. Ferramentas internacionais permitiram rastrear a localização do menor e recuperar dados deletados de seu celular, reforçando as evidências contra ele. O contraditório depoimento do jovem foi desmentido pelos registros visuais e relatos de testemunhas. Após o retorno do menor de uma viagem aos Estados Unidos, onde visitou a Disney, a polícia o esperava para efetuarem a prisão. Além disso, três adultos foram indiciados por coagir testemunhas. Diante das provas, foi solicitado o cumprimento da medida socioeducativa de internação, prevista para casos graves conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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