Cidadania Campo Grande
Crédito da imagem: Nilson João Neves, de 73 anos, a esposa, Jane da Silva São Romão, de 76, e a bisneta participaram da dinâmica com orientações para prevenção de golpes digitais.

Polícia Científica de MS ensina idosos a evitar golpes digitais

Ação em Campo Grande promoveu orientações sobre segurança online para a terceira idade.

Polícia Científica de MS ensina idosos a evitar golpes digitais

Com o aumento dos golpes digitais, é crucial que os idosos aprendam a se proteger. A ação da Polícia Científica de MS não apenas educa, mas também empodera essa faixa etária a utilizar a tecnologia de forma mais segura.

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) realizou uma importante palestra em Campo Grande, voltada para a orientação de idosos sobre como se proteger de golpes digitais. O evento, que ocorreu na Associação Amor pela Vida, faz parte das atividades do Junho Prata, uma campanha dedicada à valorização e proteção dos mais velhos. No total, 22 participantes compareceram para aprender técnicas de reconhecimento de fraudes e segurança digital.

Durante a palestra, Nilson João Neves, de 73 anos, compartilhou sua experiência ao receber uma mensagem suspeita pedindo a atualização de um cadastro que ele nunca fez. Ao desconfiar do link, ele decidiu bloquear o número. Esse relato ilustra uma das principais lições da PCi-MS: sempre verificar a autenticidade de mensagens antes de agir, especialmente se houver pressa ou solicitação de informações pessoais.

A palestra foi conduzida pelo perito criminal Jefferson Lucena, especialista em Computação Forense e Segurança da Informação. Ele alertou os presentes sobre as táticas usadas pelos golpistas, que frequentemente exploram o medo e a urgência para enganar as vítimas. Entre os exemplos discutidos, estavam pedidos de transferência de dinheiro via Pix e mensagens de supostos familiares com novos números de contato.

Os idosos também aprenderam sobre a importância de manter suas contas seguras, recomendando a ativação da autenticação em duas etapas e a criação de senhas robustas. Lucena enfatizou a necessidade de limitar a exposição de dados pessoais nas redes sociais, já que perfis públicos podem ser alvos para a criação de contas falsas por criminosos.

Além das orientações preventivas, os participantes foram instruídos sobre como agir caso já tenham sido vítimas de golpes digitais. A importância de preservar vestígios, como mensagens e números de telefone, foi ressaltada, pois essas informações são cruciais para investigações. Lucena aconselhou que, ao perceber um golpe, a vítima deve imediatamente informar o banco ou a plataforma envolvida e registrar um boletim de ocorrência.

Ao final da atividade, os idosos receberam um material com dez dicas práticas e compartilharam mensagens que consideraram mais relevantes, como "senha e código são secretos" e "não clique em links suspeitos". A interação não só educou, mas também motivou os participantes a se tornarem mais vigilantes e proativos em relação à segurança digital.

Nilson e sua esposa, Jane, de 76 anos, que participaram da palestra, relataram que aprender a usar a tecnologia é essencial. "Hoje em dia, é necessário aprender. Tem que saber para não cair em golpe", concluiu Nilson. A iniciativa demonstra como ações educativas podem ajudar a população idosa a navegar com mais segurança no mundo digital.

Resumo da Notícia

Em uma palestra promovida pelo Núcleo de Computação Forense, a Polícia Científica de MS orientou 22 idosos sobre como reconhecer e se proteger de golpes digitais. Os participantes aprenderam a identificar mensagens suspeitas e a importância de preservar vestígios digitais em caso de fraudes. A iniciativa faz parte do Junho Prata, que visa valorizar e proteger a população idosa.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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