Polícia apreende bombas caseiras e impede atentado no Rio

Grupo planejava ataque durante manifestação em frente à Alerj; operação cumpriu 17 mandados.

2 min de leitura

Prevenção de Atos Violentos

A operação policial evita riscos à segurança pública, protegendo cidadãos e autoridades de possíveis ataques durante manifestações. A ação contribui para a manutenção da ordem e reforça o combate à disseminação de violência, além de prevenir danos materiais e sociais em espaços públicos essenciais ao debate político.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu bombas de fabricação caseira com integrantes de um grupo que, segundo as investigações, se preparava para realizar atentados durante uma manifestação. O ato estava marcado para as 14h desta segunda-feira (2), em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, região metropolitana do Rio e no interior do estado. Segundo a polícia, o grupo se intitula "Geração Z" e, apenas na capital fluminense, conta com 300 integrantes.

A investigação teve início após a delegacia especializada tomar conhecimento da existência de grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados com o objetivo de organizar "manifestações antidemocráticas", programadas para ocorrer em diversos estados do Brasil nesta segunda-feira.

Em São Paulo, 12 pessoas foram presas sob suspeita de planejar um atentado na Avenida Paulista nesta mesma tarde.

De acordo com a Polícia Civil, a operação de hoje foi planejada inicialmente para cumprir medidas cautelares contra quatro envolvidos. Após informações de inteligência, outros 13 foram identificados nesta manhã, levando a polícia a pedir ao Juízo por mais mandados de busca e apreensão, que foram deferidos pela Justiça.

Na ação, a polícia apreendeu coquetéis molotov de fabricação caseira, além de bandeiras e panfletos sem alvos específicos. O delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, Luiz Lima, disse que o material apreendido incluía "bandeiras com frases de combate à corrupção, contra a corrupção no caso Banco Master e contra governantes atuais, mas sem especificar nomes ou partidos políticos e nem a qual legenda pertenciam”.

A polícia identificou que os integrantes do grupo compartilhavam conteúdos voltados à radicalização e ao confronto. Também foram encontradas orientações e materiais instrutivos para a confecção de artefatos incendiários improvisados, como o chamado coquetel molotov, além de bombas caseiras, confeccionadas com bolas de gude e pregos em seu interior.

Os alvos dos mandados de busca e apreensão são investigados pelos crimes de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário.

Todos são participantes ou administradores de grupos na internet que atuavam no Rio de Janeiro e "exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque", disse a polícia.

 

Resumo da notícia
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação que resultou na apreensão de bombas caseiras e coquetéis molotov de um grupo que se preparava para cometer atentados durante uma manifestação prevista em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, cumpriu 17 mandados em várias localidades do estado, identificando integrantes do grupo 'Geração Z', com cerca de 300 membros na capital. A investigação identificou o compartilhamento de conteúdos radicais e instruções para fabricação de artefatos incendiários, além de material de propaganda contra a corrupção e governantes, sem vinculação partidária específica. Os suspeitos são investigados por crimes como incitação, associação criminosa e posse de explosivos, com atuação ativa na organização dos atos violentos planejados para locais estratégicos do cenário político fluminense.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.