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Plataformas de cripto devem garantir sigilo e seguir novas regras contábeis

SPSAVs terão que manter sigilo dos usuários e adotar critérios contábeis específicos a partir de 2027

Sigilo e Transparência em Criptoativos

A exigência de sigilo nas transações com criptoativos reforça a proteção da privacidade dos usuários, enquanto a comunicação restrita a casos suspeitos equilibra segurança e confidencialidade. As novas normas contábeis previstas para 2027 visam aumentar a transparência e a confiança no mercado, beneficiando investidores e fortalecendo a prevenção de práticas ilícitas, o que contribui para a consolidação do setor dentro do sistema financeiro formal.
FILE PHOTO: Representations of virtual currency Bitcoin are placed on U.S. Dollar banknotes
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As plataformas intermediadoras de transações com criptoativos, formalmente chamadas de Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), passam a ser obrigadas a manter o sigilo das operações de seus clientes e usuários. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26) mudanças que enquadram o setor às instituições financeiras.

Com a nova regra, a partir de 1º de março, as SPSAVs terão de obedecer à Lei Complementar 105, que estabelece a obrigatoriedade do sigilo bancário e a comunicação às autoridades em casos de indícios de crimes.

Segundo o Banco Central, a mudança promove maior isonomia regulatória e amplia a capacidade de prevenção, detecção e combate a práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro, fraudes e corrupção envolvendo ativos virtuais.

“Aumenta-se a responsabilidade de governança dessas prestadoras e consolida-se a integração plena dessas empresas ao perímetro regulatório do BC”, informou a autoridade monetária em nota.

Novas regras contábeis

Além da exigência de sigilo, o CMN e o Banco Central aprovaram resoluções que estabelecem critérios contábeis específicos para o reconhecimento, a mensuração e a divulgação de ativos virtuais pelas instituições autorizadas. As exigências contábeis entram em vigor em 1º de janeiro de 2027.

A regulamentação se aplica aos ativos previstos na Lei 14.478, de 2022, incluindo tokens de utilidade utilizados para pagamentos ou investimentos. Ficam de fora ativos que representem instrumentos financeiros tradicionais, que continuam seguindo normas próprias.

Com a nova regra, os ativos virtuais deixam de ser classificados como “outros ativos não financeiros” e passam a ter tratamento contábil específico, alinhado a práticas internacionais. Segundo o BC, a medida aumenta a transparência, a comparabilidade das informações e a previsibilidade para o mercado.

Integração ao sistema financeiro

A figura das SPSAVs foi criada em novembro de 2025, dentro do processo de regulamentação do mercado de criptoativos conduzido pelo Banco Central. O objetivo é equiparar o tratamento regulatório entre instituições financeiras tradicionais e empresas que atuam com ativos virtuais.

Para o regulador, regras mais claras tendem a ampliar a confiança de investidores, fortalecer a gestão de riscos e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro na oferta de serviços relacionados a criptoativos.

Resumo da Notícia

O Conselho Monetário Nacional determinou que as plataformas que intermediam transações com criptoativos, conhecidas como Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), mantenham o sigilo das operações de seus clientes, alinhando-se às normas da Lei Complementar 105. A partir de 1º de março, essas empresas terão que garantir a confidencialidade das informações, comunicando autoridades apenas em casos suspeitos de irregularidades. Além disso, novas regras contábeis específicas para ativos virtuais serão aplicadas a partir de 2027, promovendo maior transparência e comparabilidade no mercado. Essa iniciativa integra as SPSAVs ao sistema financeiro tradicional, buscando fortalecer a segurança, a governança e a confiança dos investidores no segmento de criptoativos, além de contribuir para a prevenção de crimes como lavagem de dinheiro e fraudes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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