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PIB do Brasil pode crescer até 1% no primeiro trimestre, afirma Haddad

Ministro da Fazenda prevê crescimento econômico e anuncia saída do cargo para focar em plano de desenvolvimento

Impactos do Crescimento Econômico

A projeção de crescimento do PIB indica uma recuperação econômica que pode refletir em mais empregos e maior consumo. As políticas de estímulo ao crédito e as reformas estruturais são fundamentais para manter essa trajetória, influenciando diretamente a estabilidade financeira e o ambiente de negócios no país. A mudança no comando do Ministério da Fazenda pode trazer ajustes nas estratégias econômicas, afetando decisões futuras sobre investimentos e políticas públicas.
Brasília (DF), 12/03/2026 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva sobre medidas para reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Produto Interno Bruto (PIB) do país pode ter crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Então, os mecanismos de mudanças no crédito, tudo que nós estamos fazendo para manter a demanda efetiva está redundando em manutenção [da economia aquecida]", disse o ministro.

Na noite desta sexta-feira (13), Haddad concedeu entrevista ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi. Na entrevista, o ministro preferiu não dar uma estimativa de crescimento para o ano, justificando que uma previsão depende da taxa de juros.

"Eu acho que nós fizemos um trabalho de saneamento das contas. Eu não estou preocupado com as metas fiscais. Eu acho que o crescimento, pela maneira como nós estamos conduzindo, sobretudo as reformas que foram feitas, vão permanecer. Eu acho que a reforma tributária, que entra em vigor ano que vem, vai dar um impulso para o PIB ainda maior", afirmou.

Durante a entrevista, o ministro voltou a defender a necessidade do arcabouço fiscal e negou que o governo tenha apertado demais a conta.

“Não [apertou a conta], porque isso tinha que vir acompanhado dessa batalha no Congresso Nacional – e que foi parcialmente bem-sucedida - de recomposição da base tributária. Nós perdemos 3% do PIB de base tributária. Para você abrir mão de carga tributária, o Congresso aprova em 15 dias, mas não para recompor e cortar privilégios no Brasil. Vai lá no Congresso negociar redução de privilégio, desoneração da folha. Cada projeto desse são semanas de negociação”.

Saída do ministério

Haddad confirmou que vai deixar o ministério da Fazenda na próxima semana e que pretende se candidatar nas próximas eleições, embora não tenha informado para qual cargo.

Segundo ele, a ideia inicial era contribuir para uma campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas mudou de ideia.

“Queria estar mais livre para poder pensar, fora do Ministério, em um plano de desenvolvimento [para o país]. Era isso o que eu queria fazer. Nesses três meses de conversa com ele [com o presidente Lula], o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado. Então, devo sair do Ministério da Fazenda na semana que vem”, disse.

Resumo da Notícia

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projetou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano. Segundo ele, as medidas adotadas para estimular o crédito e manter a demanda aquecida estão contribuindo para esse desempenho positivo. Haddad destacou ainda a importância das reformas recentes e da reforma tributária prevista para o próximo ano, que deve impulsionar ainda mais a economia. Durante entrevista, ele negou que o governo tenha apertado excessivamente as contas públicas, ressaltando a complexidade das negociações no Congresso para recompor a base tributária. Além disso, o ministro confirmou sua saída do cargo na próxima semana, com a intenção de se candidatar nas próximas eleições e desenvolver um plano para o crescimento do país, deixando claro que o cenário político atual mudou suas expectativas em relação à continuidade no Ministério da Fazenda.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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