Cidadania Brasil

PGR pede suspensão da lei que veta cotas raciais em Santa Catarina

Procurador-geral reforça necessidade de manter políticas afirmativas em universidades estaduais

Impacto das cotas raciais no ensino

A decisão sobre a validade das cotas raciais nas universidades influencia diretamente o acesso de grupos historicamente marginalizados à educação superior. A suspensão da lei catarinense reforça a importância de políticas públicas que promovam a diversidade e a inclusão social, com efeitos significativos na redução das desigualdades educacionais e na ampliação das oportunidades para estudantes negros em todo o país.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer para garantir a suspensão da Lei 19.722 de 2026 de Santa Catarina, que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado. 

Aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo (PL), a lei já está suspensa por uma decisão liminar do Tribunal e Justiça de Santa Catarina (TJSC).

A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.

No parecer, Gonet diz que a política de cotas já foi validada em diversos julgamentos do Supremo.

“A urgência do provimento cautelar está evidenciada, por sua vez, pela possibilidade de aplicação da norma aos processos seletivos em curso ou que vierem a ser abertos no início do ano acadêmico, capaz de gerar efeitos jurídicos irreversíveis ou de difícil reversão”, disse. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O procurador também ressaltou que a decisão do Supremo é necessária mesmo diante da liminar concedida pelo TJSC.

“A despeito de os efeitos da lei atacada já estarem suspensos por decisão proferida em ação direta no TJSC, o acolhimento da medida cautelar requerida nestes autos é necessário, dado que, havendo coexistência de jurisdições constitucionais, a ação estadual deve ser suspensa até o julgamento final pelo STF”, completou.

No STF, a proibição das cotas no estado é questionada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pelo PSOL, a União Nacional dos Estudantes (Une) e a Educafro. O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes.

Resumo da Notícia

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da lei catarinense que proibiu a reserva de vagas por cotas raciais em instituições públicas de ensino. A legislação, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador, já está temporariamente suspensa por decisão do Tribunal de Justiça local. A norma restringia cotas apenas a pessoas com deficiência, estudantes de escolas públicas ou critérios econômicos, excluindo a ação afirmativa racial. Gonet destacou que as políticas de cotas raciais foram validadas em decisões anteriores do STF e alertou para os impactos irreversíveis caso a lei seja aplicada nos processos seletivos em andamento. O pedido busca uniformizar a decisão no âmbito federal, evitando conflitos entre esferas estaduais e nacionais. A ação contra a proibição foi proposta por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, PSOL, União Nacional dos Estudantes e Educafro, e está sob análise do ministro Gilmar Mendes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município