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PGR pede condenação de deputados do PL por corrupção em emendas

Procuradoria aponta cobrança de propina na liberação de emendas que prejudicaram serviços públicos no Maranhão

Impactos da corrupção em saúde pública

Acusações contra parlamentares por corrupção em liberação de recursos públicos evidenciam riscos à qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população. A suposta exigência de propina compromete a eficiência do Sistema Único de Saúde, prejudicando o acesso a tratamentos essenciais e gerando consequências sociais significativas para municípios dependentes dessas verbas.
Brasília (DF), 25/06/2025  - Sessão da Câmara dos deputados que votou  O projeto de decreto legislativo susta o novo decreto do governo sobre aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta terça-feira (10) a condenação de dois deputados federais e um suplente do PL pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

A manifestação da procuradoria foi feita durante a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir se os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), serão condenados pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

"A gravidade desse crime, de malversação das verbas públicas, se torna ainda mais grave por esse contexto da pobreza do estado do Maranhão", apontou o subprocurador-geral da República, Paulo Jacobina

Ele destacou que a conduta causou prejuízos ao Sistema Único de Saúde (SUS), prejudicando o acesso da população a esses serviços .

De acordo com denúncia apresentada pela PGR, os parlamentares teriam cobrado propina para a liberação de emendas parlamentares. Mais cinco pessoas ligadas aos parlamentares também são réus no processo.

Conforme a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).

Após ouvirem as sustentações da PGR e dos advogados dos acusados, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima terça-feira (17), quando serão proferidos os votos pela condenação ou absolvição dos acusados.

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também fazem parte da turma os ministros Flavio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Defesas

A defesa de Bosco Costa disse que as investigações deveriam ter tramitado inicialmente no STF e devem ser anuladas. 

O advogado Leandro Racca também negou que os recursos envolvidos tenham relação com emendas parlamentares. Segundo ele, a Controladoria-Geral da União (CGU) não identificou que os recursos são oriundos de emendas.

"A certeza para o fim de imputação penal, com relação à autoria de emenda parlamentar, absolutamente não existe", afirmou.

O advogado Felipe Fernandes de Carvalho negou que Josimar Maranhãozinho tenha encaminhado emendas para o município São José de Ribamar (MA). Segundo o advogado, o parlamentar era adversário político do então prefeito José Eudes.

“É incompreensível pensar que um deputado, que não tem base eleitoral no município de São José de Ribamar, que não conhece o prefeito, encaminhe algum tipo de recurso para aquele município”, afirmou. 

O advogado de Pastor Gil declarou que a defesa só teve acesso completo a documentos do processo após fase de interrogatório. Durante a sustentação, Maurício de Oliveira também citou supostas ilegalidades na fase de investigação da Policia Federal.

"É incontroverso. Manipularam livremente os elementos digitais e corromperam a prova digital desse processo”, completou. 

Resumo da Notícia

A Procuradoria-Geral da República solicitou ao Supremo Tribunal Federal a condenação de dois deputados federais e um suplente do PL por envolvimento em corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a acusação, os parlamentares teriam exigido propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão, causando prejuízos ao Sistema Único de Saúde e dificultando o acesso da população a serviços essenciais. O julgamento da Primeira Turma do STF foi suspenso e será retomado na próxima semana. As defesas negam as acusações, questionam a legalidade das investigações e afirmam ausência de provas que liguem os recursos às emendas parlamentares. O processo envolve também outras cinco pessoas ligadas aos deputados, e é relatado pelo ministro Cristiano Zanin.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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