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Crédito da imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Petrobras relaciona alta do diesel à guerra no Oriente Médio

Empresa destaca medidas governamentais para conter aumento e apela a estados para reduzir impostos

Impacto do reajuste do diesel

O aumento do preço do diesel influencia diretamente os custos de transporte e produção, afetando preços de diversos produtos e serviços. As medidas governamentais para conter os reajustes buscam reduzir o impacto inflacionário e proteger o poder de compra da população, especialmente em setores essenciais. A colaboração entre diferentes esferas governamentais é fundamental para garantir estabilidade no mercado de combustíveis e evitar repasses abusivos aos consumidores.
Rio de Janeiro (RJ), 13/03/2026 –A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anuncia o reajuste no preço do diesel ao lado os diretores executivos de Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo, e de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, atribuiu o aumento no preço do diesel anunciado nesta sexta-feira (13) à guerra no Oriente Médio. Em entrevista coletiva de imprensa nesta tarde, a empresa afirmou que, diante desse cenário, os preços estão sob monitoramento e avaliação diários.

Até o momento, segundo a companhia, não há previsão de reajuste da gasolina.

Mesmo diante das incertezas no cenário internacional, a Petrobras informa que tem cumprido as entregas e oferecido às distribuidoras um fornecimento até mesmo acima do pactuado. Por isso, a estatal afirma que não há falta de combustíveis ou qualquer justificativa para aumentos abusivos aos consumidores finais.

“Nossa preocupação continua a mesma, não passar para a sociedade um nervosismo desnecessário”, enfatizou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Segundo Chambriard, o diesel vinha em uma trajetória de redução de preço nos últimos anos e precisou ter um acréscimo por conta da guerra.

“A guerra foi o fator determinante para esse aumento. Eu estava, 20 dias atrás, com tendência de queda de preço”, disse.


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A executiva acrescentou que o aumento seria ainda maior se não fossem as medidas tomadas pelo governo federal, que zerou as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, a suspensão dos impostos federais representa alívio de R$ 0,32 por litro no preço do diesel. Além disso, o governo assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

Sem as medidas de proteção ao mercado nacional, o aumento precisaria ser de R$ 0,70, que seriam repassados integralmente às distribuidoras. Com as medidas adotadas pelo governo federal, foi possível que esse valor caísse, na prática, para apenas R$ 0,06.

“O governo agiu tempestivamente, transformando um acréscimo de R$ 0,70 em um acréscimo irrisório, praticamente nenhum, de R$ 0,06”, destacou Chambriard.

Para o consumidor final, o impacto dos R$ 0,06 deve ser ainda menor, uma vez que o diesel é misturado ao biodiesel. O preço final, no entanto, depende de decisões dos postos de gasolina. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 13/03/2026 –A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anuncia o reajuste no preço do diesel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anuncia o reajuste no preço do diesel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Impactos ao consumidor  

Mesmo sem qualquer reajuste na gasolina, segundo relatos de consumidores, postos têm aumentado o preço do combustível. Perguntada se há motivos para isso, Chambriard disse que não, porque as entregas estão em dia e não houve aumento do preço.

A executiva pediu para que não haja aumentos abusivos que prejudiquem os consumidores finais.

“Esperamos que, nesse momento difícil para sociedade brasileira e mundial, que haja sensibilidade suficiente para não buscar aumento de margem de forma especulativa”, defendeu.

“Em um momento desse de alta volatilidade no Brasil, os agentes econômicos aproveitam para aumentar a margem [de lucro]”, disse, acrescentando que cabe às instituições de fiscalização e controle checarem e tomarem as medidas cabíveis.  

Magda Chambriard também reforçou que a atuação da Petrobras é limitada na cadeia do petróleo, uma vez que a empresa não opera mais a revenda final nos postos. 

No governo passado, a então subsidiária BR Distribuidora foi privatizada para a Vibra Energia, com a justificativa de otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital da Petrobras. A venda incluiu licença para a compradora manter a marca BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar da exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo-a de concorrer com a Vibra. 

Apelo aos estados

Chambriard também fez um apelo aos governos estaduais, para que, assim como o governo federal, reduzam os impostos cobrados dos combustíveis.

Segundo ela, a guerra provocou aumentos que já impactam a arrecadação dos entes federados, gerando valores superiores ao que estavam previstos.

“Cabe também a redução do ICMS. Eu espero que os estados deem sua contribuição para esse enfrentamento”, disse. “Da mesma forma que o governo federal fez sua parte, que os estados, pelo menos, reduzam um pouco, em benefício da sociedade brasileira”.

*Colaborou Bruno de Freitas Moura.

Resumo da Notícia

A Petrobras atribuiu o recente aumento no preço do diesel ao conflito no Oriente Médio, que alterou a trajetória de queda dos valores do combustível nos últimos anos. A presidente da estatal, Magda Chambriard, ressaltou que, mesmo diante das incertezas globais, a empresa mantém o fornecimento regular e evita repassar aumentos abusivos aos consumidores. O governo federal adotou medidas como a suspensão de impostos federais e subvenções para produtores e importadores, reduzindo significativamente o impacto do reajuste. A Petrobras também pediu que os governos estaduais colaborem com a redução do ICMS para aliviar ainda mais os custos. Apesar do aumento no diesel, a gasolina permanece estável, e a estatal reforça que os postos de combustíveis, agora sob gestão privada, não devem praticar aumentos especulativos. As ações visam minimizar o impacto da crise internacional e proteger a sociedade brasileira dos efeitos da volatilidade do mercado.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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