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Crédito da imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Petrobras busca reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

Estatal adota estratégias para controlar preços internos sem perder rentabilidade diante da volatilidade global

Impactos da nova política da Petrobras

A revisão da política comercial da Petrobras busca proteger os consumidores brasileiros das oscilações internacionais no preço do petróleo, promovendo maior estabilidade nos preços internos de combustíveis. Essa mudança pode amenizar pressões inflacionárias e contribuir para o equilíbrio econômico, embora a dependência de importações e a menor presença estatal no setor limitem o alcance dessas medidas.
Edifício sede da Petrobras
© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia.

“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.  

A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”


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Alta do petróleo

A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).

Porém, após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Política de preços 

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.  

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

 

Resumo da Notícia

Diante da instabilidade causada por conflitos no Oriente Médio e o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional, a Petrobras anunciou medidas para minimizar os efeitos dessa alta no Brasil. A companhia revisou sua política comercial, priorizando condições mais favoráveis de refino e logística, o que permite manter preços mais estáveis no mercado interno, ao mesmo tempo que preserva sua rentabilidade. A mudança na estratégia inclui a saída da política de paridade internacional, adotada até 2023, que vinculava os preços brasileiros diretamente aos valores globais. Apesar dessas ações, especialistas alertam que o impacto da Petrobras é limitado, já que o país continua importando derivados e parte do parque de refinarias foi privatizado, reduzindo o controle estatal sobre os preços. A empresa reforça seu compromisso com uma atuação responsável e transparente frente aos desafios do mercado energético global.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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