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Crédito da imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Paciente com transplante de órgão infectado por HIV morre no RJ

Mulher de 64 anos faleceu após receber órgão contaminado; investigação aponta fraude em exames sorológicos

Impactos do Caso de Transplantes

Este episódio evidencia a importância de rigorosos controles na triagem de órgãos para transplante, garantindo a segurança dos pacientes. A fraude compromete a confiança no sistema público de saúde e ressalta a necessidade de transparência e fiscalização rigorosa para prevenir riscos sanitários e proteger vidas.
Nova Iguaçu (RJ) 12/10/2024 - A sede do PCS Lab Saleme, laboratório de análises clínicas interditado pela Anvisa para investigação da infecção de pacientes transplantados pelo vírus HIV, a partir de exames falso-negativos de doadores. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Um dos seis pacientes que recebeu transplante de um órgão infectado pelo vírus HIV, em outubro de 2024, morreu no último dia 18, segundo informações confirmadas nesta quarta-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ).

A vítima era uma mulher de 64 anos e estava em acompanhamento médico desde a confirmação da infecção. A causa da morte ainda está em investigação.

A SES-RJ lamentou a morte e informou que a paciente recebeu assistência desde o diagnóstico. Ela estava internada em unidade especializada.

“Há um ano e cinco meses, ela vinha recebendo total assistência, era monitorada diariamente pela equipe multidisciplinar da Secretaria. Em julho do ano passado, a paciente foi indenizada pelo Governo do Estado”, divulgou a nota da secretaria, que disse que continuará a oferecer suporte psicológico aos familiares.

O episódio ocorreu em outubro de 2024, quando autoridades de saúde confirmaram que seis pacientes transplantados no estado do Rio de Janeiro foram infectados por HIV, após receberem órgãos de doadores contaminados.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e o Ministério da Saúde, dois doadores testaram positivo para o vírus, o que levou à infecção dos receptores. O caso foi classificado pelas autoridades como “sem precedentes e inadmissível”.

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Laudo fraudulento

O caso desencadeou uma série de investigações conduzidas por diferentes órgãos, incluindo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, o laboratório PCS Saleme, contratado pelo governo estadual em dezembro de 2023, por intermédio da Fundação Saúde, para fazer exame de sorologia, emitiu laudos fraudulentos, que não acusaram a presença do HIV em órgãos de dois doadores.

Após o caso ter sido tornado público, o laboratório PCS Saleme foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual e o contrato com o governo do estado rescindido. O escândalo provocou a renúncia da direção da Fundação Saúde.

Resumo da Notícia

Uma mulher de 64 anos, que recebeu um transplante de órgão contaminado pelo vírus HIV no Rio de Janeiro, morreu após 17 meses de acompanhamento médico. O caso, que envolveu seis pacientes infectados por órgãos de doadores com HIV, gerou ampla investigação devido à emissão de laudos falsificados por um laboratório contratado pelo governo estadual. O laboratório PCS Saleme foi interditado e teve seu contrato rescindido após a descoberta da fraude. Autoridades classificaram o episódio como inédito e inadmissível, resultando também na renúncia da direção da Fundação Saúde. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro segue prestando suporte aos familiares e reforça o compromisso com a transparência e assistência aos afetados.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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