Política Brasil
Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Onze governadores deixam cargos para disputar eleições de outubro

Prazo de desincompatibilização termina com 11 governadores renunciando para concorrer a cargos eletivos

Impactos das renúncias eleitorais

A saída de governadores para disputar cargos eletivos pode alterar a dinâmica política e administrativa em seus estados, afetando a continuidade de projetos e políticas públicas. Essa movimentação também influencia a composição do Senado e a corrida presidencial, refletindo na definição das prioridades governamentais e no equilíbrio de poder até o próximo mandato.
Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O prazo para agentes públicos que vão participar das eleições deixarem seus cargos terminou neste sábado (4). A regra é chamada de desincompatibilização e vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar no pleito de outubro.
Com o fim do prazo, 11 governadores deixaram suas funções para disputar outros cargos.

Ronaldo Caiado (PSD-GO) anunciou, na semana passada, que é pré-candidato à Presidência da República. Romeu Zema (Novo-MG) também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou que deve ser candidato à Presidência, mas ainda não formalizou sua pré-candidatura.

Nove governadores saíram o cargo e pretendem disputar uma vaga no Senado. São eles: Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, Castro foi condenado, no mês passado, à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, ele deverá disputar o cargo sub judice.

Reeleição

Nove governadores vão disputar a reeleição e podem continuar nos cargos: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).

De acordo com a legislação eleitoral, políticos não precisam deixar os cargos no Poder Executivo se pretendem disputar o segundo mandato.

Ficam no governo

Sete govenadores decidiram completar o mandato e não renunciaram para disputar algum cargo nas eleições. Eles já cumpriram dois mandatos consecutivos. São eles: Paulo Dantas (MDB-AL); Carlos Brandão (Sem partido-MA); Ratinho Junior (PSD-PR); Fátima Bezerra (PT-RN); Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).

Eleições

O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, quando 155 milhões de eleitores estarão aptos a elegerem o presidente da República, o vice-presidente, governadores e deputados estaduais, federais e distritais.

O segundo turno poderá realizado, no dia 25 de outubro, para os cargos de presidente e govenador se nenhum dos candidatos obtiver mais da metade dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos, no primeiro turno.

Resumo da Notícia

Com o encerramento do prazo de desincompatibilização, 11 governadores renunciaram aos seus cargos para disputar as eleições que ocorrerão em outubro. Dois deles, Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), pretendem concorrer à Presidência da República, enquanto outros nove buscam uma vaga no Senado. Além disso, nove governadores optaram por disputar a reeleição e continuam em seus mandatos, e sete decidiram cumprir até o fim seus dois mandatos consecutivos sem se candidatar. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, com possibilidade de segundo turno em 25 de outubro para presidente e governadores, caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município