Cidadania Brasil
Crédito da imagem: Legenda: Equipe do ONU-Habitat realiza a metodologia do Mapa Rápido Participativo em Mauá (SP). Foto: © Gabriela Güllich/ONU-Habitat

ONU-Habitat impulsiona planejamento participativo no Programa Periferia Viva

Iniciativa visa transformar vidas em cinco cidades com foco em urbanização e participação comunitária.

ONU-Habitat impulsiona planejamento participativo no Programa Periferia Viva

A participação ativa da população no planejamento urbano é fundamental para promover melhorias nas condições de vida nas periferias, garantindo que as ações reflitam as verdadeiras demandas da comunidade.

O Programa Periferia Viva, uma iniciativa do Governo Federal, está ganhando destaque ao promover o planejamento participativo em cinco cidades brasileiras. Coordenado pelo Ministério das Cidades e com o suporte técnico do ONU-Habitat, o projeto visa transformar a realidade de comunidades em São Gonçalo e Rio de Janeiro (RJ), além de Mauá, Santo André e Franco da Rocha (SP).

A proposta do Periferia Viva faz parte do Novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e tem como objetivo principal melhorar as condições de vida nas áreas periféricas. O programa inclui investimentos em urbanização de favelas, proporcionando acesso a serviços básicos como saneamento, iluminação, pavimentação e regularização fundiária.

O ONU-Habitat atua como um agente facilitador, oferecendo assessoria técnica na elaboração de Planos de Ação. Esses planos são elaborados de forma participativa, envolvendo a comunidade na identificação de prioridades e soluções para os desafios urbanos enfrentados. A metodologia utilizada inclui reuniões e oficinas que promovem a escuta ativa, garantindo que a voz dos moradores seja priorizada nas decisões.

Em São Gonçalo, por exemplo, oficinas de escuta foram realizadas com mulheres, crianças e lideranças comunitárias, ajudando a mapear questões de segurança, infraestrutura e mobilidade. Já no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, a aplicação do Mapa Rápido Participativo permitiu coletar dados sobre as condições da infraestrutura local, resultando em propostas para futuras intervenções urbanas.

Mauá também se beneficia do programa, onde a metodologia de Mapa Rápido Participativo colaborou para um diagnóstico territorial, fundamentando as próximas etapas do projeto. Em Santo André, o foco está em requalificar espaços públicos e promover ações sociais em assentamentos com mais de 800 domicílios, garantindo que as intervenções atendam às necessidades específicas da população.

Franco da Rocha, por sua vez, será impactada por melhorias em bairros como Jardim dos Reis e Vila Bela, com o objetivo de urbanizar áreas e garantir moradia adequada a mais de 14 mil habitantes. As equipes do ONU-Habitat estão se preparando para ouvir os moradores e mapear as demandas locais, estimulando a participação ativa da população no processo de planejamento.

A participação comunitária é um pilar essencial do Programa Periferia Viva, pois assegura que o Plano de Ação reflita as verdadeiras necessidades da população. Ao fortalecer esse mecanismo de inclusão, o ONU-Habitat contribui para a construção de um futuro mais justo e sustentável, onde cada voz é ouvida e cada território é valorizado. Com essas ações, espera-se não apenas elevar a qualidade de vida nas periferias, mas também reduzir desigualdades sociais e promover dignidade a todos os cidadãos.

Resumo da Notícia

O Programa Periferia Viva, coordenado pelo Ministério das Cidades e apoiado pelo ONU-Habitat, está transformando a vida em áreas periféricas do Brasil. Com ações em São Gonçalo, Rio de Janeiro, Mauá, Santo André e Franco da Rocha, a iniciativa busca integrar a população no planejamento urbano, promovendo melhorias em infraestrutura e serviços essenciais. A participação comunitária é crucial para a elaboração de Planos de Ação que atendam às reais necessidades das comunidades.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.