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Crédito da imagem: Legenda: Casa da ONU no Brasil. Foto: © PNUD

ONU critica decisão judicial que minimiza estupro de menina em MG

UNICEF, UNFPA e ONU Mulheres reforçam que sexo com menores de 14 anos é sempre estupro de vulnerável

Proteção Infantil e Justiça

A decisão judicial questionada ressalta a necessidade de reforçar a aplicação das leis que protegem crianças contra abusos sexuais, fundamentais para garantir segurança e desenvolvimento saudável. O fortalecimento das instituições de proteção e a conscientização social são essenciais para prevenir crimes e assegurar que os direitos das crianças e adolescentes sejam efetivamente respeitados.

Em nota conjunta divulgada nesta segunda (23), UNICEF, UNFPA e ONU Mulheres enfatizam que qualquer relação sexual com menores de 14 anos é estupro de vulnerável.

Casa da ONU no Brasil. Foto: PNUD
Legenda: Casa da ONU no Brasil.
Foto: © PNUD

O UNICEF, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e ONU Mulheres veem com profunda preocupação a recente decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que absolveu um homem de 35 anos pelo estupro de uma menina de 12 anos de idade. 

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Constituição Federal e os compromissos internacionais assinados pelo Brasil são indiscutíveis: qualquer relação sexual com menores de 14 anos é estupro de vulnerável. Não importa a situação, nem o aval da família, nem um suposto consentimento.  

Crianças ou adolescentes abaixo dos 14 anos não têm o desenvolvimento cognitivo nem a possibilidade, pela lei, de consentir. E abaixo dos 16 anos, não podem casar ou realizar qualquer ato da vida civil. 

Ou seja: criança nunca é esposa. É vítima. 

Sofrer violência sexual e ser sujeitada a casamento precoce deixa marcas profundas, afetando o desenvolvimento de meninas (e meninos) pelo resto da vida. 

Infelizmente, este não foi um caso isolado. O Brasil tem altas taxas de casamento infantil e de violência sexual contra crianças e adolescentes. Só entre 2021 e 2023, foram registrados mais de 164 mil casos de estupro ou estupro de vulnerável de zero a 19 anos, uma violência que ocorre principalmente contra meninas, dentro de casa, e por autores conhecidos da vítima ou da família.  

Enfrentar esse cenário depende de todos os setores da sociedade. O Brasil deve fazer valer as leis e políticas voltadas à infância e à adolescência, prevenindo e dando respostas qualificadas e não revitimizantes a casos como esses. É essencial seguir apoiando e capacitando os atores do Sistema de Garantia de Direitos, incluindo os da Justiça, além de reconhecer o papel da escola e de órgãos como os Conselhos Tutelares para identificar e denunciar casos de violência. Não podemos, jamais, normalizar ou relativizar o estupro de uma criança ou adolescente, independente da situação. 

O UNICEF, o UNFPA e a ONU Mulheres seguirão acompanhando o caso e permanece à disposição do governo do Brasil para ajudar a garantir que meninas e meninos crescerão livres de qualquer tipo de violência. 

Contatos para a imprensa: 

Resumo da Notícia

Organizações internacionais da ONU expressam preocupação com a absolvição de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos em Minas Gerais. Segundo UNICEF, UNFPA e ONU Mulheres, qualquer relação sexual envolvendo pessoas abaixo de 14 anos configura estupro de vulnerável, independentemente de consentimento ou autorização familiar. O Brasil enfrenta elevados índices de violência sexual e casamento infantil, afetando profundamente o desenvolvimento das vítimas. As entidades destacam a importância da aplicação rigorosa das leis e do fortalecimento dos sistemas de proteção à infância, incluindo escolas e Conselhos Tutelares, para prevenir e responder adequadamente a esses crimes, sem revitimização. As agências internacionais reafirmam seu compromisso em apoiar o país na garantia dos direitos das crianças e adolescentes.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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