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ONU adia votação sobre proteção da navegação no Estreito de Ormuz

Conselho de Segurança deve decidir na próxima semana sobre resolução que pode autorizar uso da força para garantir trânsito marítimo

Impactos da Segurança no Estreito de Ormuz

A decisão sobre a proteção da navegação no Estreito de Ormuz é crucial para garantir a estabilidade do comércio global de energia, evitando interrupções no transporte de petróleo que podem elevar os preços mundialmente. A complexidade geopolítica na região influencia diretamente a economia global, afetando desde o abastecimento de combustíveis até os custos para consumidores e indústrias, evidenciando a importância de soluções diplomáticas para manter o fluxo seguro e estável nessa rota estratégica.
Mapa Estreito de Ormuz. Foto: Arte/EBC
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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar na próxima semana uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, o que poderia incluir o uso da força. 

A reunião dos 15 membros do conselho foi inicialmente marcada para esta sexta-feira (3), mas foi adiada sem que uma nova data tenha sido anunciada.

No entanto, diplomatas envolvidos no tema avaliam que a votação seja marcada para a próxima semana. 

O Estreito de Ormuz, na costa norte do Irã, é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e também produtos agropecuários.

O tráfego marítimo na área foi afetado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito que já dura mais de um mês. O Irã tem controlado a passagem de navios.

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O conflito praticamente interrompeu os embarques de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo pelo estreito, causando interrupções no fornecimento e alta do preço do petróleo.

O Bahrein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de uma resolução na quinta-feira (2) que autoriza "todos os meios defensivos necessários" para proteger a navegação comercial em Ormuz. 

O texto, entretanto, enfrentou a resistência da China, da Rússia e de outros países e foi atenuada em relação à sua forma original.

A China, que tem poder de veto como membro permanente do conselho, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força. A China e o Irã mantêm uma forte parceria estratégica e econômica, com o país asiático comprando a maior parte do petróleo do país persa.

O Bahrein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória da força no Estreito de Ormuz, em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia e da China.

O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas "por um período de pelo menos seis meses e até que o Conselho decida de outra forma".

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã busca a “troca de regime” em Teerã, com objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

* Com informações da agência de notícias Reuters

Resumo da Notícia

O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação da resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, importante rota estratégica para transporte de petróleo e produtos agrícolas. A decisão, agora prevista para a próxima semana, pode autorizar o uso de meios defensivos para garantir o trânsito na região, ameaçada por conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O texto sofreu modificações para amenizar tensões, enfrentando resistência de países como China e Rússia, que se opõem ao uso da força e mantêm relações estreitas com o Irã. O impasse reflete interesses geopolíticos complexos, incluindo a influência econômica da China e a busca por hegemonia no Oriente Médio. A situação no Estreito de Ormuz tem impacto direto no mercado global de energia, com interrupções no fornecimento de petróleo e aumento nos preços.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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