OCDE alerta: longevidade aumenta, mas doenças crônicas crescem entre adultos
A nova geração vive mais, mas convive com um número crescente de doenças crônicas, segundo relatório recente da OCDE. O documento aponta que doenças não transmissíveis, como câncer, diabetes, problemas cardíacos e pulmonares, afetaram milhões a mais em comparação com gerações anteriores e a situação tende a piorar.
Entre as principais causas para esse crescimento estão o envelhecimento da população, o aumento da obesidade e o progresso no tratamento que permite maior sobrevivência, mas com múltiplas condições de saúde. Atualmente, uma em cada dez pessoas nos países da OCDE tem diabetes, e uma em cada oito vive com doença cardiovascular.
Essas doenças não apenas reduzem a qualidade de vida, mas também aumentam os custos dos sistemas de saúde e diminuem a produtividade econômica. O relatório reforça que muitos desses impactos poderiam ser evitados com ações focadas na prevenção, controle dos fatores de risco e diagnóstico precoce.
Apesar de avanços na redução do tabagismo, do consumo nocivo de álcool e na diminuição da poluição do ar, a obesidade tem crescido de forma expressiva, prejudicando o cenário geral de saúde. A previsão é que, até 2050, a prevalência de múltiplas doenças crônicas aumente cerca de 75% na OCDE, elevando os gastos per capita em saúde em mais de 50%.
Diante desse panorama, o relatório da OCDE destaca a urgência de políticas públicas que priorizem a prevenção e o manejo eficiente das doenças crônicas para garantir uma melhor qualidade de vida e sustentabilidade dos sistemas de saúde diante do envelhecimento populacional.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.