Saúde e Bem-Estar Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Óbitos por malária na Terra Yanomami caem 80% em 2025, aponta Ministério da Saúde

Redução expressiva também foi registrada em casos de desnutrição e aumento no acesso a exames e vacinação

Óbitos por malária na Terra Yanomami caem 80% em 2025, aponta Ministério da Saúde

A queda nas mortes por malária e desnutrição na Terra Yanomami demonstra a eficácia das ações de saúde pública e a importância de investimentos contínuos em comunidades indígenas. Para o leitor, isso reforça como políticas focadas e infraestrutura adequada podem salvar vidas e promover o bem-estar em territórios vulneráveis.

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (8) um novo informe sobre a situação sanitária dos indígenas Yanomami, em Roraima, destacando avanços expressivos na redução de óbitos por malária e outras doenças no território. Entre o fim de 2025 e janeiro de 2023, o número de mortes causadas pela malária caiu 80,8%, um resultado que marca o impacto das medidas adotadas desde a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em 2023.

Além da diminuição dos óbitos pela malária, o relatório aponta uma queda de 53,2% nas mortes por desnutrição nesse mesmo período. O cuidado com as crianças também avançou: o percentual de menores de cinco anos com peso adequado subiu de 45,4% para 53,8%, enquanto a desnutrição grave recuou significativamente, com crianças em estado muito baixo peso passando de 24,2% para 15,2%.

O documento ressalta ainda o aumento de 75,9% no número de exames realizados para detecção ativa da malária, que passou de 144.986 para 257.930 testes em 2025. No campo das infecções respiratórias agudas, os atendimentos cresceram 254%, ao passo que a letalidade caiu 76%, contribuindo para a redução de 16,7% nos óbitos por essas doenças.

A vacinação também apresentou avanços importantes: o número de doses aplicadas aumentou 40%, passando de 31.999 para 44.754, e o percentual de crianças menores de um ano com esquema vacinal completo mais que dobrou, saltando de 27% para 60,6%. Entre crianças menores de cinco anos, a cobertura vacinal subiu de 47,4% para 78,3%, resultado de esforços para fortalecer a imunização de rotina.

O fortalecimento da assistência à saúde está ligado à ampliação do quadro de profissionais no território Yanomami, que passou de 690 para mais de 2.130 trabalhadores desde o início da emergência. Paralelamente, foram realizadas 261 intervenções em sistemas de abastecimento de água e instalados mais de 1.400 filtros, além da implementação de 61 sistemas de energia solar e melhorias em unidades de saúde.

Outro avanço foi a reforma e ampliação do Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI) em Surucucu, que já realizou 4.374 atendimentos ambulatoriais, incluindo exames laboratoriais e ultrassonografias, atendendo 48 comunidades e concentrando a maioria das remoções da região. A estrutura qualificada tem melhorado o manejo clínico e o vínculo com as comunidades, consolidando uma base sólida para a atenção primária.

Os dados refletem o compromisso do governo federal com a proteção da vida e a promoção da saúde dos povos indígenas, com foco em reduzir mortes evitáveis e ampliar o acesso a serviços médicos. Os próximos passos envolvem a manutenção e ampliação dessas ações, garantindo a continuidade do atendimento integral e respeitoso às especificidades culturais dos Yanomami.

Resumo da Notícia

O Ministério da Saúde divulgou um relatório que revela uma queda de 80,8% nos óbitos por malária entre o final de 2025 e janeiro de 2023 na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. O território, o maior do Brasil, vinha enfrentando uma grave crise humanitária causada pela invasão de garimpeiros. Além da diminuição das mortes por malária, houve redução de 53,2% nos óbitos por desnutrição e avanços significativos na testagem, imunização e atendimento de crianças. O número de profissionais de saúde na região mais que triplicou, e melhorias em infraestrutura, como sistemas de água e energia solar, também fortaleceram o atendimento. Esses avanços refletem o fortalecimento da presença do Estado e o compromisso com a saúde dos povos indígenas, conforme destaca a Secretaria de Saúde Indígena.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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