Novo projeto em Rondônia impulsiona bioeconomia com foco em mulheres e agricultores familiares
Rondônia deu um importante passo para o fortalecimento da bioeconomia local com o lançamento de um projeto focado em mulheres empreendedoras e agricultores familiares. A iniciativa, apresentada em Porto Velho, atua diretamente nas cadeias produtivas do café e do cacau, promovendo capacitação técnica, práticas sustentáveis e a criação de Unidades de Referência Tecnológica.
A iniciativa conta com a participação do Governo de Rondônia, das Nações Unidas, incluindo UNIDO, FAO e ONU Mulheres, além do apoio financeiro do Governo do Canadá por meio do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. Cerca de 600 agricultores familiares em municípios como Alta Floresta, Cacoal, Novo Horizonte d’Oeste, Jaru, Ariquemes e Ouro Preto do Oeste serão beneficiados.
O projeto visa ampliar a participação das mulheres nas cadeias produtivas, incorporando práticas alinhadas à bioeconomia que promovem maior resiliência e sustentabilidade ambiental. Além da capacitação técnica, as ações contemplam políticas públicas voltadas ao empreendedorismo feminino e estímulo à agregação de valor dos produtos locais.
Durante o lançamento, o governador Marcos Rocha ressaltou a importância da colaboração entre instituições para garantir soluções duradouras e adaptadas à realidade regional. Já a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou o potencial de impacto positivo para as comunidades, mencionando a possibilidade de replicação do modelo em outras áreas da Amazônia.
Entre os objetivos do projeto estão o fortalecimento da governança territorial e a implementação de práticas agroflorestais. A iniciativa também inclui capacitações sobre temas sociais relevantes, como prevenção de violência sexual e abuso, fortalecendo o ambiente produtivo e social das comunidades envolvidas.
Representantes da FAO e da ONU Mulheres enfatizaram a relevância de investir nas cadeias do café e do cacau para garantir sistemas agroalimentares mais sustentáveis e promover a autonomia econômica das mulheres, essencial para a inovação e o desenvolvimento sustentável.
No período da tarde, uma mesa redonda reuniu parceiros institucionais e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de implementação e desafios do projeto. A UNIDO destacou o papel da bioeconomia como vetor de inovação e geração de renda quando integrada a políticas públicas.
Com previsão de duração até dezembro de 2027, o projeto se insere no esforço mais amplo do Fundo Brasil-ONU para acelerar o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal. Essa iniciativa é um exemplo prático de como parcerias internacionais e locais podem promover inclusão social e conservação ambiental, oferecendo um caminho para o fortalecimento das economias regionais.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.